Jornal dos Desportos

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Girabola

Benfica fica dois anos sem competir

Benigno Narciso-Lubango - 26 de Agosto, 2019

O presidente do grmio encarnado disse que como a sano recai para a equipa snior, do ponto de vista dos escales de formao, o clube

A sanção imposta pela Federação Angolana de Futebol (FAF), ao Sport Lubango e Benfica,  de ficar excluído, por dois anos, de participar nas competições oficiais e o pagamento de multas avultadas, trazem “consequências nefastas e preocupantes” para o clube, revelou no Lubango, Jackes da Conceição, presidente de direcção da agremiação das águias. O dirigente descreveu que a sanção aplicada,  decorre do facto do clube desistir de participar no Girabola Zap 2019/2020, por incapacidade financeira, “destrói” o projecto do futebol sénior delineado para o futuro, o que acarreta outras consequências como rescisões e correspondentes indemnizações aos atletas e a equipa técnica que integravam o plantel, muitos agora, sem clube e por isso, no desemprego. “As consequências são preocupantes e nefastas, porque temos de desvirtuar o projecto, e outras, a título de exemplo, as elevadas multas à FAF. Jovens que estavam connosco, tivemos de cedê-los, que fique bem claro, à custo zero, por causa das consequências do incumprimento das cláusulas. A sanção da FAF vai obrigar a revitalizar o nosso projecto, mas para isso, vamos precisar de sustentabilidade para o mesmo”, descreveu. Visivelmente constrangido, pelas consequências resultantes da “mão pesada” imposta pela FAF e pressionado pela obrigação do seu elenco em identificar soluções, Jackes da Conceição afirmou que diante do cenário obscuro, se o clube ficar parado sem arriscar e procurar parcerias e sustentabilidade financeira, ninguém os vai ver e ouvir. Argumentou que o Benfica tirou ilações da parceria com a Decathlon Marketing & Sports (DMS), ainda detentora dos direitos de gestão da equipa sénior, cujo contrato a direcção do grémio da águia prometeu suspender, por incumprimentos, como a alegada incapacidade da empresa assegurar patrocínio que serviria para a equipa disputar o Girabola Zap 2019/2020 e o passivo de 18 milhões de kwanzas de dívidas aos atletas, equipa técnica e outros serviços, contraídas com a participação no Zonal de Apuramento à Primeira Divisão. “Temos de reconhecer que se ficarmos parados, não arriscarmos como arriscamos agora, ninguém nos vai ouvir, ninguém nos vai ver. Arriscamos, mas não deu certo. Mas, tiramos ilações, vamos procurar perspectivar o Benfica a médio prazo, para que o futebol sénior possa ressurgir com outra dinâmica e sustentabilidade”, perspectivou. O presidente do grémio encarnado disse que como a sanção recai para a equipa sénior, do ponto de vista dos escalões de formação, o clube, caso consiga suporte financeiro, deve continuar a trabalhar para que após à vigência da sanção, dois anos, apresentar outro grupo que possa representar o Benfica no escalão sénior.