Jornal dos Desportos

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Girabola

Benfica vai anular contrato com DMS

Benigno Narciso, no Lubango - 22 de Agosto, 2019

Fotografia: Edies Novembro

A direcção do Sport Lubango e Benfica vai accionar, nos próximos dias, junto das instituições competentes, os procedimentos jurídicos e administrativos para anular o contrato com a empresa Decathlon Marketing & Sports (DMS), detentora dos direitos de gestão da equipa de futebol sénior do clube encarnado, soube o Jornal dos Desportos do presidente Jacks da Conceição.
De acordo Jacks da Conceição que prestou a informação, no Lubango, a decisão da dissolução do contrato, resulta de incumprimentos da DMS.
A alegada incapacidade de assegurar o patrocínio da equipa, que anunciou a desistência de participar no Girabola Zap 2019/2020, por limitações financeiras e o passivo de 18 milhões de kwanzas  decorrente de dívidas aos atletas, equipa técnica e outros serviços contraída com a participação da equipa no Zonal de Apuramento, constituem, dentre outras, umas das principais razões.
“Por não ter constatado seriedade, o clube decidiu não dar continuidade. Por estas e outras incongruências, incumprimentos da DMS, damos por terminada esta triste novela, cujos procedimentos administrativos e jurídicos serão tratados a posterior. Vamos tratar, do ponto de vista administrativo e jurídico entre as partes, diz o próprio contrato, por eles (DMS) escrupulosamente desrespeitado.
É nossa intenção deixar as coisas bem claras e deixar as responsabilidades a quem é devido, para que  assumam as consequências. Vamos cessar o vínculo porque está a criar muitos transtornos ao clube”, anunciou.
O dirigente não clarificou a quem recairá a obrigação da liquidação da dívida de 18 milhões de kwanzas, revelou que até à quarta jornada do Zonal de Apuramento, a empresa  não estava em condições de suportar a continuidade da equipa na competição. 
O Sport Lubango e Benfica, segundo Jacks da Conceição, só terminou a prova sem desistências e faltas de comparências, porque tal como frisou, “fomos autênticos heróis ao nível da direcção e porque conseguimos algumas pessoas que nos foram apoiando para acabarmos a Segunda Divisão”.
“Até à quarta jornada  o nosso parceiro, DMS, não estava em condições de suportar a Segundona. Acabámos a prova com uma dívida de 18 milhões de kwanzas. Pressupõe dizer que nem sequer 20 por cento do orçamento previsto obtivemos”, revelou.
O NARCISO