Jornal dos Desportos

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Girabola

Benfica vence e pressiona o Libolo

Betumeleano Ferro - 08 de Agosto, 2015

Benfica conseguia criar sucessivos lances de perigo indicava de que lado iria pender o fiel da balana

Fotografia: M.Machangongo

O Benfica de Luanda queria conhecer ontem o sofrimento, consentiu dois golos de vantagem quase semelhantes ao Sporting de Cabinda, mas ainda foi a tempo de corrigir os seus erros anulando com 3 golos, o último deles a 4 minutos do fim, o avanço que os leões tinham no marcador.

A partida mal tinha começado e as águias já estavam a perder, Luís limitou-se a concluir no minuto inicial uma jogada que parecia inofensiva. Qual muro no estômago, este golpe deixou os encarnados sem grande poder de reacção, a equipa tinha tanta vontade de empatar que se esquecia do rigor defensivo.

O claro desnorte das águias acabou por facilitar a estratégia dos leões, eles passaram a optar por rápidos contra-ataques para ampliar. O contra-golpe quase produziu resultados imediatos, mas como o aviso estava dado o 2-0 acabou mesmo por acontecer, o capitão Jefferson sem querer isolou Zeca, 2-0 aos 31'.

O Benfica parecia condenado, mas um livre directo apontado por Hélio Roque aos 38' foi determinante para devolver a esperança a quem jogava em casa. O resultado ao intervalo premiava a exibição irrepreensível do Sporting, mesmo sem jogar tanto, como o Benfica, soube aproveitar o que criou.

Na etapa complementar os papeis se inverteram,  as duas mexidas que Zeca Amaral fez muito antes do intervalo deram o empurrão que o Benfica necessitava para respirar de alívio. Sem receio de trabalhar a bola, a equipa conseguiu criar espaços para atacar bem, como ficou evidente no lance que permitiu a Pedro empatar de cabeça aos 57', o avançado estava nas costas da defesa e desviou como quis.

O Sporting ainda tentou recuperar a fórmula que lhe tinha dado a vantagem, os seus atletas tentaram ser competitivos mas a defesa aparentava ser um corpo à parte porque não correspondia nem um pouco com as expectativas dos demais sectores da equipa. Em vários momentos, os leões criaram chances para voltar a marcar, mas a maneira fácil como o Benfica conseguia criar sucessivos lances de perigo indicava de que lado iria pender o fiel da balança.

A história do jogo acabou por ser escrita num lance que Zeca Amaral se esforçou em aperfeiçoar no derradeiro treino, a jogada aconteceu na baliza inversa mas teve o efeito desejado, o cruzamento foi para o primeiro poste e Fabrício isento de marcação limitou-se a fazer o 3-2 aos 86'.

O jogo se estava a beira do fim mas Zeca Amaral preferiu defender a ter de correr riscos, a equipa tinha mais ascendente porque estava a dominar, mas mesmo assim o técnico trocou o herói Fabrício por um jogador defensivo, Diakité, para preservar o que alcançou com muito suor e lágrimas, realmente o avançado Pedro estava com cara de chorão antes da justa reviravolta, num jogo em que o árbitro Pedro dos Santos e seus assistentes passaram ao largo do jogo.