Jornal dos Desportos

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Girabola

Cala deixa fugir vitria

Jlio Gaiano-Benguela - 12 de Setembro, 2016

Nos primeiros quinze minutos os visitados deram a perceber que estavam em campo para acabar com a malapata de maus resultados

Fotografia: Dombele Bernardo

A Académica do Lobito empatou e compromete a sua situação no GirabolaZap, apesar de restarem ainda mais sete jogos por realizar. Ontem, no estádio do Buraco confirmou o seu estado de sub-rendimento futebolístico. Deixou-se bater nos primeiros vinte minutos da contenda diante do Recreativo da Caála que também, não fez um grande jogo. Sem muito esforço, a formação caalense marcou dois golos, suficientes para estragar o plano dos estudantes que tudo fazem para se livrarem da despromoção. O público deixou o estádio desanimado.

Nos primeiros quinze minutos, os estudantes deram a perceber que estavam em campo para acabar com a malapata que os assola ao longo da segunda volta da compita. Remeteram os comandados de Alberto Cardeau à defesa, de onde saíam para o contra-ataque. Até aí, as coisas corriam a contento para a alegria dos adeptos que empurravam a rapaziada treinada pelo professor Chiby à vitória. A festa era a valer. Ninguém acreditava num outro resultado, pois a situação jogava a favor dos lobitangas.

Lá diz o ditado: “a alegria do pobre dura pouco”. E, isto confirmou-se, ontem, no Buraco. O pior não aconteceu, por que do outro lado estava uma equipa que se revelou ingénua nos momentos cruciais da contenda. Num ápice, marcou dois golos e acabou com o “atrevimento” dos estudantes que, diga-se, abanaram por completo. Vadinho (13’) e Paizinho (22’) foram os responsáveis da situação que silenciou, por completo, as cerca de duas mil pessoas que presenciaram a contenda.

A Académica do Lobito viria a reduzir a diferença no minuto 45´+2’, numa altura em que o Recreativo da Caála relaxou e remeteu-se à defesa. Deu a iniciativa aos comandados de Chiby que, apenas na segunda metade da contenda despertaram da sonolência para igualar o “socore”. Ibrahim (68’), foi o autor do golo de penálti a castigar o derrube de Gaston Tshabalala na área das penalidades, vulgo, grande área. O golo foi vivamente festejado pelo público, atletas e alguns responsáveis afectos ao grémio lobitanga.

A segunda metade da contenda foi, marcadamente, dominada pela Académica do Lobito, porém, mal aproveitada pelos seus dianteiros, tudo porque do outro lado esteve um Recreativo da Caála forte na simulação de faltas. Jogou com o tempo e tudo fez para, no mínimo, não sair do Buraco derrotado.Para a infelicidade dos lobitangas, o almejado triunfo não passou de uma miragem. Ou seja, a Académica do Lobito ficou pelo empate a dois golos que, no fundo, premiou o desempenho patenteado pelas duas formações em contenda.

A da equipa de arbitragem chefiada por José Sebastião Maxia, assistido por Luís Vontade e Flávio Dias, realizou um trabalho impecável. Mostrou frescura física e correu à toda dimensão do campo, impondo disciplina e respeito às regras do futebol. Em suma, passou despercebido tendo por isso dignificado o espectáculo. Nota 10 ao trio de árbitros que viajou da cidade capital (Luanda).
 Melhor em campo

Paizinho foi o destaque do jogo
O avançado do Recreativo da Caála, Paizinho, esteve bem em todo o jogo. Dos 22 em campo, foi o que mais batalhou. Importunou de forma assustadora o último reduto da equipa contrária que, por diversas ocasiões revelou-se permeável. Marcou um golo de belo efeito e só não marcou mais, por manifesta falta de sorte, por um lado, e por outro, porque acabou desapoiado pelos seus companheiros que em face da ascendência do adversário, deixaram de atacar e remetendo-se à defesa.

OPINIÃO DOS TÉCNICOS
António Lopes (A.do Lobito)


“A história do jogo definiu-se na primeira parte, altura em a minha equipa esteve desencontrada. Acusou em demasia a responsabilidade do jogo, e por distracção da defesa, sofremos dois golos que, na minha opinião, poderiam ser evitados. O adversário jogou para não perder, depressa, pautou-se pelo anti-jogo e acabou por arrastar o jogo até ao soar do apito final. Resumo assim a história deste jogo”.




Alberto Cardeau  (R.da Caála)
“O jogo teve duas histórias para se contar. A primeira deu-se na primeira parte do jogo, em que dominámos. Marcámos dois golos e poderíamos ter marcados mais, não fosse a displicência dos meus atacantes que fartaram-se de falhar golos certos. Já a segunda foi a mais triste, vimos uma Académica a ser protegida pelo trio de árbitros que, no meu ponto de vista, influenciou no resultado. Tirando essa parte, foi um bom jogo e valeu pela entrega das equipas em campo”.   

Melhor  em campo\
O avançado do Recreativo da Caála, Paizinho, esteve bem todo o jogo. Dos 22 em campo, foi o que mais batalhou. Importou de forma assustadora o último reduto da equipa contrária que, por diversas ocasiões revelou-se permeável. Marcou um golo de belo efeito. Não marcou mais, por manifesta falta de sorte, por lado, e por outro, por que acabou desapoiado pelos seus companheiros que em face da ascendência do adversário, deixaram de atacar e remeteram-se, inteirinho à defesa.