Jornal dos Desportos

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Girabola

Cala impe nulo ao Kabuscorp

Jlio Gaiano, no Lobito - 13 de Julho, 2015

Cala impe nulo ao Kabuscorp

Fotografia: Jornal dos Desportos

O Kabuscorp do Palanca atrasou-se na corrida ao título nacional de futebol, ao consentir um empate nulo diante do Recreativo da Caála,  em jogo de complemento à 16ª jornada do Girabola2015, disputado ontem, no campo Mártires da Canhala, no Huambo.
Perante um adversário, que perdeu metade do plantel que disputou a primeira volta, devido às medidas de austeridade, o Kabuscorp foi incapaz de justificar a condição de favorito na conquista da competição.

Portanto, tratou-se de uma numa partida marcada por muitos falhanços da parte dos estudantes que, no fundo, acabaram por frustrar as expectativas da maioria dos apoiantes que apareceram em massa numa tardede bom futebol protagonizado pelos contendores. Foi um jogo que podia ser melhor, tanto na exibição como nos golos. Infelizmente, o destino ditou o contrário, com os lobitangas a evidenciarem na marca dos desperdícios, gerando daí onde de aflição por parte dos aficionados da bolas afectos à formação da Académica do Lobito que tinha tudo para triunfar. Ou seja, teve do seu lado todo o apoio necessário, até porque o público acedeu em massa ao estádio para esse fim.

 Na verdade, pareceu triste ver aquela gente toda, desde as bancadas aos morros circundante a deixarem o estádio decepcionada. Deu para ver que no rosto da grande massa apoiante da equipa o aborrecimento, houve mesmo que questionasse se o porque daquela atitude dos jogadores: algo assustados e nervosos nos momentos da verdade. Os jogadores corriam, faziam a triangulação da bola com perfeição, mas não finalizavam, ou seja, tudo acabava na boa recepção dos defesas maquisardes que, diga-se de passagem, foram autênticos “maestros” diante das trapalhadas dos estudantes, com Jacek, Cachi e Nelito a evidenciarem-se em cena.

Os estudantes foram os primeiros a marcar por intermédio do polaco Jacek Magdzinsk, no minuto 26, aproveitando a falha dos centrais contrários, uma vantagem que durou pouco, por culpa de Castro que aos 30 minuto restabeleceu o empate, para a reposição da justiça.Afinal, quer os estudantes quer maquisardes estavam determinados a não ganhar o jogo, se levarmos em conta pela atitude demonstrada ontem em campo. De um lado uma Académica a “ensinar” como se falham golos e do outro, o Maquis a provar que mesmo sem dinheiro pode-se “roubar” um pontito em casa de um adversário desgarrado.

So a arbitragem de Hélder Kalenga, codjuvado por Emiliano Livongue e Elias Manuel as equipas alinharam da seguinte forma:;Académica Petróleos do Lobito - Wilson Alegre- Adolfo, Zuzi, Libero e Poko- Nelito, Effemberg, Bugo Jazz, Higino e Cachy- Jacek Magdzinsk.  FC Bravos do Maquis - Kizombe- Dinis, Joes, Ikuma e Miro- Zinho, Sílvio, Ávalos e Benvindo Regresso- Chole e Castro.