Jornal dos Desportos

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Girabola

Caldas justifica sada do sagrada

Paulo Caculo - 24 de Março, 2015

Tcnico esclarece informaes contrrias sua visam manchar a boa imagem

Fotografia: Jornal dos Desportos

O antigo técnico do Sagrada Esperança, António Caldas, “jura a pés juntos” que não forçou a rescisão do vínculo contratual com o clube diamantífero, para assinar pelo Recreativo do Caála ou qualquer outro clube do Girabola. O treinador  confessa estar a padecer de problemas de saúde, que o impedem de continuar a desempenhar o seu trabalho. Revelou que qualquer informação contrária é difamação e pura calúnia.

“Não tenho absolutamente nada a ver com nenhuma destas informações, porque em nenhum momento, prestei alguma declaração à imprensa ou dei qualquer entrevista acerca da rescisão do meu vínculo laboral com a equipa do Sagrada Esperança”, esclareceu o técnico, que assegurou que existem pessoas que pretendem tirar um aproveitamento da situação.

“O meu nome está a ser sucessivamente usado com objectivo de manchar a minha imagem, respeito e consideração que sempre tive e continuarei a ter pelos responsáveis do Sagrada Esperança, pois, todas estas informações visam prejudicar o meu profissionalismo, que sempre primou por princípios sustentados pela verdade, honestidade e sinceridade”, acrescentou.

O treinador confessou ao Jornal dos Desportos que tão-logo se apercebeu de informações que faziam referência de que tinha forçado a rescisão do contrato com o anterior clube, em virtude de um contacto com a direcção do Caála, sentiu-se na necessidade de “prestar um esclarecimento público”, porque acredita que existem pessoas de má-fé a tentarem manchar o seu bom nome.

“Tomei a decisão por sentir que não reúno as condições de saúde para continuar a desempenhar as minhas funções. Encontro-me desmotivado, com insónias e num estado depressivo atestado medicamente”, asseverou o experiente treinador , que fez questão de mostrar o boletim médico da Clínica Sagrada Esperança, afecta à Endiama, local onde foi observado antes de seguir viagem para Portugal.

Por outro lado, reconhecidas as causas de que estava a sofrer devido a crise de isolamento e solidão, fruto do acumular de duas épocas na cidade do Dundo, António Caldas confessa que não houve alternativa.“Senti que nada mais me restava e como profissional que sou, considero que o trabalho que estava desenvolver ao nível clube estava em causa e não podia comprometer os objectivos do Sagrada. Não estou em condições de continuar”, especificou.

PROMESSA
“Deixo o clube”
 muito magoado”


O inesperado “abandono” de Caldas do comando técnico da equipa diamantífera, não estava nos planos do treinador, razão pela qual, na hora do adeus não poupou rasgados elogios à direcção do clube, particularmente ao presidente executivo, Osvaldo Van-dúnem e o vice, José Ramos.“Saio um pouco magoado, porque não era isso que queria, mas a única coisa que quero é tratar da minha saúde. Não posso deixar de tecer algumas palavras de apreço à direcção do clube por todo apoio que me concedeu, assim como a organização e gestão de toda a  orgânica e funcionamento do clube.

A eles devo todo o sucesso que tive no Sagrada Esperança”, enalteceu o ex-timoneiro dos Lundas.“Não gostaria de abandonar o clube nestas condições, porque foi aqui onde sempre fui muito bem tratado e espero que os adeptos continuem a apoiar a equipa e compreendam a minha situação. Não tenho compromisso com ninguém, pedi a rescisão porque estou com problemas de saúde”, acrescentou.

Caldas refere que houve a altura que sentiu não estar com capacidade para continuar a desempenhar as funções como sempre gostou de o fazer, pelo que gostava que os adeptos levassem isso, em consideração.“Vou descansar e fazer tudo que os médicos recomendaram, porque tenho documentos que comprovam o estado em que me encontro. Repito: não tenho contactos com o Caála e muito menos com qualquer um outro clube”.