Jornal dos Desportos

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Girabola

Campeo reassume a liderana

Paulo Caculo - 04 de Fevereiro, 2019

Campeo nacional recupera a liderana e termina a primeira volta no comando do campeonato

Fotografia: Paulo Mulaza | Edies Novembro

1.º de Agosto e Kabuscorp do Palanca protagonizaram ontem um espectáculo longe de “encher os olhos” da pequena falange de adeptos que esteve sentada nas bancadas do estádio 11 de Novembro e dos que acompanharam o dérbi pela televisão. E tudo porque nem os militares e muito menos os palanquinos foram potentes para “puxar dos galões” e oferecerem uma exibição capaz de corresponder às expectativas.
Melhor que as exibições e um ou outro lance, as grandes recordações que os adeptos das duas equipas levaram para casa, foram as jogadas que resultaram nos golos de Macaia, aos 39 minutos, e Mabululu, aos 46’. Ainda assim, insuficientes para saciar os anseios de um público cada vez mais exigente.
As maiores ocasiões de golo pertenceram aos militares. O  conjunto orientado por Dragon Jovic foi aquela que cedo incomodou a baliza da equipa orientada por Paulo Torres. Umas vezes por Mabululu e outras por Mongo.
A passagem do primeiro quarto de jogo assistiu-se a pior fase da partida, com a bola a ser muito maltratada a meio-campo. As equipas  revelarem incapacidade para segurarem o esférico, com futebol musculado, atabalhoado, ignorando à importância do passe e a posse de bola, como elos primários de “ligação” ao jogo.
Incapaz de descobrir por meio de jogadas as vias de acesso à baliza de Dadão, foi por intermédio bola parada que os militares chegaram ao golo, por Macaia, a desviar muito bem de cabeça a bola, após cobrança de canto.
Na segunda parte esperava-se por um jogo muito mais intenso, sobretudo a julgar pela situação de desvantagem que se encontrava um dos contendores. O que não se esperava era uma enorme passividade do Kabuscorp, nos instantes iniciais dos últimos 45 minutos.
Mais uma vez, os militares viriam a aproveitar muito bem do seu jogo aéreo para dilatarem a vantagem. Mabululu, aos 46\\\', salta mais alto entre Fabrício e Ebunga, para fazer um cabeceamento perfeito e longe do alcance das mãos de Dadão.
Inconformado, Paulo Torres fez duas mexidas de uma só assentada. As entradas de Cabibi e Balakai viria a acrescentar muito de novo ao futebol do Kabuscorp, que passaram a incomodar mais vezes a baliza de Tony Cabaça.
A verdade é que a equipa do Palanca revelava-se órfão dos seus principais criadores. Faltava arte e engenho as jogadas dos visitantes. Não havia quem repensasse o ataque e municia-se o sector ofensivo. Doutor Lami andou largos períodos de jogo “apagado” pouco esclarecido e vezes sem conta a ficar no chão a reclamar por falta.
Ainda assim, os forasteiros tiveram muito melhor na segunda parte. Nesse período, tentaram provar que os golos consentidos foram acidentais e que podiam dar a volta ao texto. Fruto desta alteração de postura, acabou sendo com mais frequência que a baliza do 1.º de Agosto “abanou” com os ataques do Kabuscorp, mas jamais chegou a cair...

ARBITRAGEM
Trabalho regular


O trio de arbitragem chefiado pelo benguelense Paulo Talaya, apesar de um ou outro erro, não teve influências no resultado. O árbitro esteve sempre em cima das jogadas, tendo punido tecnicamente todas as jogadas exercidas à margem das regras. Disciplinarmente, o juiz também esteve bem, ao usar dos cartões para sancionar as infracções merecedoras disso mesmo.

A FIGURA
Cabaça de “ferro”


Em meio a um jogo em que não houve, quanto a nós, grandes protagonistas a título individual, referência obrigatória ao trabalho protagonizado em campo pelo guarda-redes do 1.º de Agosto. Tony Cabaça esteve em grande, ao evitar que a sua baliza fosse violada, apesar da pretensão do adversário, na etapa complementar.

DECLARAÇÕES DOS TÉCNICOS

Ivo Traça|1.º de Agosto
“Foi um bom jogo”

“Dar os parabéns as duas equipas pelo jogo que fizeram. Penso que foi uma boa partida, em que tivemos uma boa segunda parte, com um jogo muito intenso. Parabéns à nossa equipa pela boa exibição. Dedicamos essa vitória ao nosso presidente que faz anos hoje (ontem). Vamos continuar a trabalhar bem para fazermos um jogo igual a este diante do Petro”.

Paulo Torres  |Kabuscorp
“Cometemos dois erros”

“Foi um jogo que se resume a dois erros. Naturalmente, que há um ascendem grande do 1º de Agosto depois do golo, mas a primeira parte foi muito boa. Começámos a segunda com novo erro e para uma equipa do nível do  d\\\'Agosto com enorme experiência, só podia aproveitar. Jogamos contra uma equipa poderosa no processo ofensivo e transição ofensiva. Não conseguimos fazer o golo para entrar no jogo, mas o resultado fica pelo 2-0. Parabéns ao adversário e não é uma equipa qualquer”.