Jornal dos Desportos

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Girabola

Campeo recebe visita incmoda

Betumeleano Ferro - 08 de Agosto, 2015

A visita dos sambilas ao reduto dos libolenses pode no ser pacfica

Fotografia: Jornal dos Desportos

Alguns dos grandes clubes do futebol nacional, Libolo, Kabuscorp, 1º de Agosto e Petro de Luanda, entram esta tarde em cena para a 20ª jornada do Girabola, diante de adversários imprevisíveis. No plano teórico, as coisas são fáceis, mas vai ser necessário esperar pelo apito final para aferir com certeza se os grandes conseguiram justificar o estatuto com que entraram em campo.

A passada larga  do campeão Recreativo do Libolo, de jornada a jornada, está a deixar a concorrência a  muitos pontos de distância. O Libolo corre  veloz para a consagração, esta tarde às 15 horas recebe em Calulo o Progresso do Sambizanga, uma equipa capaz de alternar o bom com o mau, de maneira inesperada, como ficou evidente nas últimas derrotas consecutivas.

O Libolo é favorito porque preenche os requisitos, mas o seu bom momento de forma acaba por servir de motivação aos seus adversários. O Progresso sabe que se perder vai participar, sem ser convidado, na iminente festa de consagração dos libolenses.

Os sambilas nunca venceram em Calulo, o presidente Paixão Júnior há muito anseia sair a sorrir no único campo em que nunca foi feliz. O momento conturbado por que passa a equipa, não parece ser o ideal para o Progresso tentar quebrar o enguiço em casa alheia, mas é ponto assente, que um novo desaire pode fazer com que os sambilas desçam de novo na classificação.

A matemática  dá esperanças ao Kabuscorp, pelo menos assim reafirmou, na semana passada, o presidente Bento Kangamba. Esta tarde nos Coqueiros, a partir das 15 horas, os palanquinos têm de fazer a sua parte diante do FC Bravos do Maquis, uma vitória ainda mantém os palanquinos na corrida, o empate ou a derrota vai complicar em demasia as contas finais da equipa de Kangamba.

O segundo turno do campeonato está a ser intermitente para o Kabuscorp, a equipa está a perder muitos pontos num curto espaço de tempo, até agora foram sete em três jornadas. Se os palanquinos não vencerem os maquisardes, é o fim, nenhum discurso mais pode servir de consolo a quem entra para esta ronda a nove pontos do líder.

Parece estar tremida a deslocação do Maquis a Luanda, os atletas não querem entrar em campo, sem o dinheiro que a direcção lhes deve. E como que a provar que não estão apenas a ameaçar, o plantel boicotou os treinos, uma atitude que pode ser prejudicial, mesmo que a direcção consiga através do diálogo convencer os atletas a entrarem em campo.

Os problemas financeiros dos maquisardes empurraram-lhes para bem próximo da linha de água, mas engana-se quem pensar que o Kabuscorp vai ter tarefa facilitada. A qualidade do plantel maquisarde é aceitável, a equipa pode bater o pé aos palanquinos, se estiver livre de preocupações com questões arreliantes, como o atraso salarial.