Jornal dos Desportos

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Girabola

Campees "quebram"diamantferos

Manuel Neto - 23 de Maio, 2016

O Recreativo do Libolo regressou s vitrias ao vencer ontem em Calulo o Sagrada Esperana da Lunda Norte

Fotografia: Jos Soares

O Recreativo do Libolo regressou às vitórias   ao vencer ontem em Calulo o Sagrada Esperança da Lunda Norte  por 2-0, em jogo a contar para a 13ª jornada do Girabola, Zap  e deu um passo importante  na luta pelo titulo.

Depois de ter sido eliminada  na  segunda mão da última eliminatória   de acesso à fase de grupos  da Taça da Confederação,  na passada quarta-feira diante do Young  Africans da Tanzânia,   o Sagrada Esperança da Lunda Norte apresentou-se ontem  em  Calulo  com uma postura muito ofensiva.

Ou seja  aos 20 minutos  da etapa inicial era a equipa com  mais oportunidades  de golo, com Love, Joca e Oliveira a deixarem em pânico  os homens de Calulo. Com as linhas de passes bem fechadas pelos diamantíferos,  o  Libolo estava  quase sem ideias para construir  jogadas dignas de realce e quando podiam, faziam atabalhoadamente  com o Sagrada  a superiorizar-se no sector intermediário. 

O certo, porém, é que  das oportunidades criadas pela turma da Lunda Norte, com realce para  quatro ponta pés de canto obtidos, foram todas mal  aproveitadas pelos seus dianteiros. Esta falta de eficiência dos Lundas fez com que os libolenses  acreditassem mais em si. Não obstante  a  grande vontade de mudarem o curso do jogo, os pupilos de João  Paulo Costa, continuavam uma equipa intranquila com grandes erros de transição.

Por isso, não tinham razão para se queixarem da falta de golos nesta fase do jogo. O Sagrada  não baixava as guardas, foi  fazendo o jogo que mais lhe competia, variando  constantemente as suas  jogadas , ora pelo centro, ora pelos flancos, onde Love Cabungula era a seta mais perigosa contra a baliza de Lando.

Dos balneários regressaram duas equipas dispostas a inverterem a história do jogo. Procurava golos  para vitória  e, nesta esteira, quer o Sagrada quer o Libolo estavam totalmente viradas para o ataque. A felizarda  foi mesmo a equipa visitada  que num lance de génio protagonizado por Erivaldo que depois de passar pelo seu opositor fez um cruzamento milimétrico para a cabeça de Dário e este,  como mandam as regras, cabeceou de cima para baixo bateu inabalavelmente o guarda-redes Yuri, para o delírio do seu público que esperavam impacientes por este festejo.

Eram decorridos 54 minutos de jogo o sagrada não se fez rogada, foi à procura do empate, mas a sorte voltou a sorrir novamente para os libolenses , quando  Diawarra  cruzou  para o interior da  área onde estava Dário com uma recepção perfeita  e em tarde endiabrada aos 62 minutos  elevou o marcador para 2-0.

Os dois técnicos ainda procuraram soluções dos seus bancos, mas o felizardo foi mesmo o técnico da turma de Calulo que teve mexida relevante a julgar pela vitória alcançada.

DECLARAÇÔES
Pedro Caraveira (libolo)

“Hábito de ganhar”

“Encontramos algumas dificuldades ao longo do jogo, mas trabálhamos para superá-las e foi bom por termos ganho uma equipa que veio com boa atitude. Penso que o hábito de ganhar está um pouco enviesado, mas acredito que esta vitória pode ser o ponto de partida para as próximas  e queremos continuar nesta senda até ao final da prova”

Zoran Maqui   (S. Esperança)
“Não marcamos”


"Fizemos um bom jogo onde,  criámos  muitas oportunidades de golo, mas não marcámos. Foi mau, porque o Sagrada lutou e aproveitou as duas falhas da nossa defensiva, marcou os dois golos que deram a vitória. Agora resta-nos apenas  continuara a trabalhar para os próximos jogos”

ARBRITAGEM
Trabalho regular

 Conceição Matias e seus coadjuvantes  deram  boa conta de si, quer no capítulo técnico como disciplinar. Esteve bem no acompanhamento das jogadas, porque fazia-no milimetricamente facilitando por isso, uma melhor  visão das jogadas eram protagonizadas pelos contendores. Por isso, não teve influência por tudo quanto se viveu em Calulo e tão pouco no resultado final.

MELHOR EM CAMPO
Dário em grande

O  médio  Dário foi o jogador mais inconformado em campo, ou seja mesmo quando ao longo da primeira parte a sua equipa esteve  desnorteada, ele foi  quem mais puxava pelo grupo,  aparecendo sempre a incomodar o último terço adversário. O esforço evidenciado na segunda parte valeu-lhe os dois golos marcados, que deram a vitória à sua equipa. Grande entrega.