Jornal dos Desportos

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Girabola

Campeão empata em Calulo

02 de Abril, 2018

Faltaram golos para premiar com vitória o esforço de uma das formações contendoras.

Fotografia: JOSE COLA | Edições Novembro

A falta de eficácia ditou ontem o empate nulo entre as equipas do Recreativo do Libolo e o 1º de Agosto, numa partida onde oportunidades não faltaram para os dois lados.
Os avançados estiveram pouco comprometidos com o golo, daí o desafio ter terminado tal como iniciou. Os agostinos confirmaram, assim, a sina de  maus resultados na Vila de Calulo, onde estão há três anos sem vencer.
Os libolenses entraram melhor no jogo, com remates à baliza, mas o principal perigo pertenceu aos agostinos. Geraldo foi travado na grande área por um defesa, porém, o árbitro José Maxia fez vista grossa.
A jogar em casa os pupilos de Kito Ribeiro tomaram as rédeas e voltaram a importunar a zona de jurisdição de Neblú, tendo inclusive estado envolvido num lance que gerou alguma polémica com Hervé Ndonga, onde pediu-se também uma grande penalidade.
O desafio decorria num bom ritmo com os dois conjuntos a terem como foco o ataque, numa toada de \"ora atacas tu, ora ataco eu\".
Nesta altura, qualquer das equipas podia marcar, mas os guarda-redes ou a fraca pontaria dos avançados impedia. Faltava, de facto, o golo para premiar o esforço de cada uma das formações e o resultado manteve-se nulo até ao intervalo.
Do lado dos militares pedia-se mais a intervenção de Mongo e Jacques. Passaram despercebidos no primeiro tempo, em função das marcações a que foram alvo enquanto, do lado oposto, Paizinho e Viet também estiveram pouco interventivos.

SEGUNDA PARTE
No reatamento, Ivo Traça, que orientou o conjunto militar, em função do castigo federativo imposto ao técnico principal Zoran Maki, fez a primeira mexida no xadrez, lançando o avançado Razaq para o lugar do médio Mongo, numa atitude ofensiva, com o objectivo de desatar o nó que existia no resultado.
Porém, foi Isaac quem obrigou Wilson a uma grande defesa apertada, depois de Hervé Ndonga ter cabeceado para cima, com a baliza à sua disposição. O jogo estava aberto. O golo podia surgir a qualquer  momento.
Insatisfeito com o empate Ivo Traça refrescou ainda mais a sua zona ofensiva com a entrada de Vado para o lugar de Nelson da Luz enquanto Kito Ribeiro respondeu com as entradas de Kaya, Belito e Norberto. 
Apesar disso, o resultado não se alterou, mantendo-se o nulo que satisfaz os objectivos dos libolenses e penaliza os militares.

OPINIÕES dos técnicos
“Queríamos ganhar”

\"Acredito que faltam ainda alguns automatismos para a equipa começar a jogar como queremos, mas à medida que o campeonato se desenrolar nós vamos chegar lá. Queríamos ganhar o jogo, mas também há que ver o adversário que é bastante forte. Faltou eficiência no ataque, porque criámos oportunidades para marcar, mas estamos todos de parabéns pelo jogo que fizemos\".

“ Jogo para esquecer”

\"Foi um jogo com uma primeira parte não muito boa. No segundo tempo as equipas jogaram melhor, apesar de eu achar que jogámos um pouco melhor que o Libolo. Agora vamos esquecer este jogo e pensar no desafio do Huambo. As duas equipas ainda não estão a cem por cento, temos quatro jogos em atraso e vamos procurar ganhá-los, mas também sabemos que são adversários difíceis.

ARBITRAGEM
Apito “titubeante”

O árbitro José Maxia teve uma tarde de muito trabalho. Foi bastante interventivo em função do ritmo de jogo imposto pelas duas equipas, tendo no primeiro tempo mostrado apenas cartões amarelos à equipa do Recreativo do Libolo, por dois motivos: pelas faltas cometidas e pelas constantes reclamações à decisão do juiz. Pecou ao não assinalar uma grande penalidade sobre Geraldo, no primeiro tempo. No reatamento, o segundo assistente Celestino Golombole influenciou negativamente na anulação da jogada do golo de Nelson da Luz. A seguir não assinalou uma grande penalidade a favor dos libolenses, num lance onde Bobó travou com a mão a trajectória da bola na grande área.

MELHOR EM CAMPO
A liderança de Sidney


O capitão do Recreativo do Libolo, Sidney, soube liderar os seus colegas em campo, foi a voz do técnico Kito Ribeiro dentro das quatro linhas, além de travar e ganhar vários duelos no meio campo, com o jovem Chow e Ibukun. A experiência do camisola 8 foi fundamental no meio-campo para funcionar tanto como recuperador quer como criador das jogadas ofensivas. Na parte final do desafio ressentiu de algum cansaço, mas aguentou o duelo durante os noventa minutos.