Jornal dos Desportos

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Girabola

Campeão frouxo perde em Benguela

Julio Gaiano,Lobito - 05 de Março, 2018

Militares vergados de Benguela têm um ponto em dois jogos disputados no Girabola Zap

Fotografia: Vigas da Purificação | EDIÇÕES NOVEMBRO

A derrota do 1º de Agosto no jogo com a Académica do Lobito, por 1-0, no sábado em Benguela, deixou várias crateras abertas, que devem ser concertadas o mais cedo quanto antes pela equipa técnica militar. O campeão revelou gritante falta de discernimento no ataque, e o meio campo com fraca imaginação. Na defesa denotou-se algum nervosismo, ausência de determinação e de classe.
Pior que isso, assistiu-se à “palhaçada” protagonizada pelos membros da equipa técnica liderada pelo Zoran Manojlovic “Maki”, desesperada e incrédula com a situação que decorria (a equipa rendeu-se ao gosto do adversário), atirou-se contra tudo e contra todos na vã tentativa de assustar o árbitro, que  estava a conduzir o jogo com a naturalidade que se impunha.
O 1º de Agosto precisa, com urgência, de rever a sua forma de jogar, pelo menos, fora do seu reduto. O cenário vivenciado no Estádio nacional do Ombaka foi triste e preocupante para  quem apostou forte e sério na revalidação do título de campeão nacional e de atingir a fase de grupo da Liga dos Clubes Campeões Africanos, competição em que defronta na quarta-feira em Luand, o Bidvest da África do Sul, desafio da primeira mão da última eliminatória. 
O técnico -adjunto da formação militar, Ivo Raimundo Traça, confirmou nas entrelinhas isso mesmo, ou seja, as falhas defensivas e no ataque cometidas pela equipa no confronto com os estudantes.
“A equipa está mal na defesa e o ataque revelou-se perdulário. Estamos a pagar por uma factura (que nos foi imposta) desde o início do Girabola Zap 2018”, insinuou o adjunto de Zoran Macky, apesar da derrota prometeu muito trabalho e corrigir os erros que resultaram na derrota (1-0) com a Académica Petróleos do Lobito, em pleno Estádio de Ombaka. “Há que levantar a cabeça e trabalhar para ultrapassar tudo isso, porque temos objectivos a cumprir”, referiu.
Visivelmente aborrecido, Ivo Traça assegurou que a equipa tem objectivos definidos para a presente temporada, que precisam de ser cumpridas, pelo que o desaire na deslocação à Benguela não belisca as pretensões do clube e dos associados.
Os estudantes do professor Rui Garcia não se fizeram rogados, aproveitaram-se da situação para facturar.  O feito  pode relançá-los  aos píncaros das vitórias. Afinal, não são todos os dias que se vergam equipas do tamanho, peso e força do 1º de Agosto.