Jornal dos Desportos

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Girabola

Campeo mostra eficcia

Betumeleano Ferro - 20 de Setembro, 2016

Recreativo do Libolo vence e mantm a perseguio ao lder rumo revalidao do ttulo

Fotografia: Jos Soares

 O Recreativo do Libolo conseguiu ultrapassar, ontem, o Petro de Luanda na classificação devido o gol average, diferença entre marcados e sofridos, factor que foi determinante para assumirem o segundo lugar.

O triunfo de 2-0 sobre a Académica do Lobito, ajudou o campeão a disfarçar a aparente falta de fôlego para acompanhar até o final os militares e tricolores na corrida pelo título.A equipa de Calulo sofreu mais do que se previa e é possível que tenha sofrido mais ainda por jogar pressionado pelas vitórias dos rivais.

O campeão deu uma lição aos estudantes, cada mais vez candidatos a descida de divisão, mas no final deve ter ficado com saudades dos 2 pontos desperdiçados no empate com o 4 de Abril.As possibilidades do Libolo revalidar o título ainda são muitas, porque faltam mais 6 jornadas para cortar a meta, mas o grande dilema do campeão é a tarefa de ultrapassar o 1º de Agosto.

João Paulo Costa e pupilos sabem de antemão que não basta igualar os militares, pois, em caso de igualdade pontual a taça vai ser engalanada de rubro-negro, em função dos 4 pontos somados pelo D'agosto no confronto directo com os libolenses.

As seis derradeiras jornadas do Girabola ZAP vão ser de grande sofrimento para o 1º de Agosto, Libolo e Petro de Luanda, as equipas do pelotão da frente do campeonato com maiores possibilidades de terminarem em primeiro lugar. Os militares desfizeram a parceria no topo e voltaram aos três pontos de vantagem, mas podem ser alcançados na liderança pelos libolenses e tricolores, caso perca pontos e os seguidores façam o inverso.

O sorteio até certo ponto serviu para o trio da frente somar e seguir na corrida pelo título na jornada finda. Os seus adversários eram complicados, mas tinham poucas chances de travar a marcha imparável de quem vê a consagração a poucas jornadas de distância.Uma vez mais, o Petro de Luanda fez questão de lançar a pressão sobre o 1º de Agosto e ao Libolo. Os tricolores dormiram duas noites como co-líderes fruto da vitória extramuros em Benguela, o que permitiu saborear, embora à condição, o gosto de atingir o topo da classificação, algo que parecia impossível acontecer há jornadas atrás, já que a equipa de Beto Bianchi tinha dificuldades de manter uma boa sequência de resultados.

O triunfo dos tricolores sobre os proletários reforçou a convicção de que a equipa agora está mais competitiva e recomendam-se. A formação do Catetão joga bem e está a marcar golos, o oposto do que aconteceu na primeira volta. A recta final do campeonato está a provar que o conjunto às ordens de Beto Bianchi soube esperar o momento exacto para acelerar com determinação.

A demonstração de força do Petro em Benguela por pouco traria ventos adversos na direcção do 1º de Agosto. Os militares precisavam no mínimo de um empate na visita ao Porcelana para acabar com a incómoda parelha que o rival queria estabelecer na liderança. O objectivo era fácil de atingir, mas a ausência de Gelson e a lesão de Papel, ainda na primeira parte, contribuíram de maneira decisiva para o apertado 2-1.

Os rubro negro cumpriram com o mais importante, mas ao mesmo tempo conseguiu acabar com o tabu de que não há vida sem Papel e Gelson. É ponto assente que o técnico Dragan Jovic deve ter saído do Cuanza Norte com uma percepção diferença da equipa, sempre que faltar o brilho das estrelas a união de vários 'fracos' é suficiente para vencer na raça.

A liderança é incontestável, mas os militares estão arrependidos pelos pontos desperdiçados quando estavam bem embalados. O avanço sobre os seus perseguidores é de apenas uma vitória, o que significa que a partir de agora não há que dar margens aos adversários.

Os militares ainda continuam a ser os únicos a depender de si para abrir a champanhe, contudo, a equipa tem de voltar a recuperar a arrogância competitiva da primeira volta. A vitória sobre o Porcelana ajudou a provar que a equipa sabe sofrer para atingir o que quer, mas arrancar vitórias à ferros, até contra adversários fracos, é capaz de fazer com que os adeptos percam a fé na equipa.