Jornal dos Desportos

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Girabola

Campos projecta Libolo mais forte

15 de Julho, 2017

Presidente do Libolo almeja ver a equipa na outra fase da competição africana

Fotografia: Francisco Bernardo Edições Novembro

O presidente do Recreativo do Libolo, Rui Campos, garantiu na entrevista que concedeu ao Jornal dos Desportos, em Calulo, que é difícil a sua equipa concretizar o sonho que alimenta, ser vencedor da Taça da Confederação ou ser campeão africano, mas ainda assim, mantém vivo o desejo, não obstante terem pela frente o Todo-poderoso Mazembe, nos quartos-de-final. Aliás, reconheceu que em caso de vitória sobre os congoleses democráticos, vão ter pela frente \"uma auto-estrada\".

\"É difícil (ser vencedor da Taça da Confederação). Vamos ver. Vamos tentar passar o TP Mazembe. Se acontecer, isso fica uma auto-estrada. Ainda assim, vamos ver para crer\", disse. Questionado sobre as razões da má prestação do Libolo nos jogos que disputou fora de portas na fase de grupos da Taça da Confederação, Rui Campos, apesar de reconhecer,  disse ser difícil justificar, e garante que o essencial foi a equipa ter conseguido a qualificação para os quartos-de-final.

\"Bem, justificar como tal, fica muito difícil. Mas a verdade é que realmente a equipa não esteve bem nesse capítulo. Não estivemos muito bem nos jogos fora de casa na fase de grupos, porque acabámos por consentir derrotas (três em igual número de desafios). Felizmente, apesar dessa situação conseguimos o essencial, que era chegar aos quartos- de-final\", realçou.

Ganhar jogo após jogo, à semelhança do que s pretende na Taça da Confederação, é a postura com que o Libolo vai atacar a última parte do Girabola Zap 2017, de acordo com o presidente Rui Campos. \"Pensamos jogo a jogo e como tal, o nosso objectivo é sempre ganhar o próximo jogo. Já nos anos que fomos campeões o nosso objectivo era esse.

Ganhar sempre o próximo jogo. O Libolo joga sempre para ganhar. Se nós formos ganhando os jogos e os outros se distraírem, acabamos por chegar lá à frente. Mas estamos muito atentos, porque o Girabola deste ano está muito competitivo. Estamos numa fase que se arrasta há uns meses a jogar a um ritmo de elevado número de jogos. De qualquer maneira, vamos tentar gerir o plantel e fazer o melhor possível também no Girabola\", sustentou.                              
AP

PRESIDÊNCIA
“Deixo legado
 para o clube”

Rui Campos deixa a presidência do Recreativo do Libolo em Agosto, em conformidade com os estatutos, por ter sido nomeado membro da Comissão Executiva da Confederação Africana de Futebol (CAF). Indagado à respeito, disse ser um orgulho deixar um grande legado no clube, e quem o substituir tem as bases para dar continuidade ao projecto.

"Em Agosto, vamos ter uma definição mais clara. Como é sabido, eu tenho de deixar a presidência do clube naquela altura, e vamos ver como fazer. Mas com certeza quem vier vai  dar continuidade ao trabalho, que  para mim foi um prazer e um orgulho ter deixado esse legado no clube. Quem vier tem todas as bases para continuar.

O ainda presidente de direcção do Libolo disse não ter preferência em indicar o seu substituto , mas vai estar sempre disponível para ajudar, sem opinar porque rejeita ser e pressionar as pessoas. "Nisso não me meto. Quem vier, virá com boa vontade e com competência para fazer o melhor. Sempre que puder, estarei para ajudar, mas não vou opinar sobre quem, e nem me cabe a mim. Tal como quando eu estou não gosto que me pressionem, também não gosto de pressionar ninguém.

Interrogado se o facto de deixar um clube com infra-estruturas de invejar, não teme que o seu sucessor não dê conta das coisas, Rui Campos foi peremptório: "Aí, vamos sempre partir do princípio de que as coisas vão correr bem. É melhor não sermos pessimistas. Estou em crer que o mais difícil foi começar, porque depois as coisas andam normalmente. Creio que virá alguém que dará continuidade ao trabalho. Eu estarei aqui como adepto a ver o andar das coisas", referiu.                             
AP