Jornal dos Desportos

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Girabola

Cardoso Lima pede tica aos rbitros

Paulo Caculo - 23 de Fevereiro, 2016

Secretrio-Geral FAF diz que o momento de acabar com clima de suspeies

Fotografia: Santos Pedro

 A 38ª edição do Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão, Girabola Zap, tem o cunho de testemunhar o fim da relação directa entre clubes e árbitros. De acordo com o secretário-geral da Federação Angolana da modalidade (FAF), José Cardoso Lima, passou a ser da inteira responsabilidade da Federação o pagamento directo dos prémios às equipas de arbitragem, dos jogos do Girabola Zap.

"Os clubes continuam a pagar, mas a única diferença é que os clubes não pagam directamente aos árbitros", adiantou a esclarecer o principal executivo da Federação, lamenta o facto da actual situação financeira do país não permitir aos clubes o depósito anual dos valores exigidos para os árbitros. "Todos vivemos os mesmos problemas financeiros. Às vezes, quando se tomam medidas e fazem propostas e tomam decisões, não é que não haja ponderação, mas às vezes nos esquecemos dos pormenores. ”, acrescentou.

José Cardoso Lima sublinha que pese a actual condição financeira, jamais os clubes voltam a pagar directamente aos árbitros porque foi uma decisão tomada em assembleia.

 O secretário-geral da Federação esclarece que os clubes devem depositar o dinheiro na Federação e esta (FAF) por sua vez, deve criar as condições para que os árbitros possam receber os prémios sem a intervenção directa dos clubes.

"Ao contrário do que muita gente diz, o nosso país já está minimamente dotado de condições hoteleiras em todas as províncias. É verdade, que não temos hotéis de cinco estrelas, quatro e às vezes de duas, mas são os hotéis que temos e as condições que temos.

Deixemos de europeísmos, temos de trabalhar com a nossa realidade e a nossa realidade às vezes apontam para um caminho diferente daquele que a gente concebeu no projecto", deplorou.

O responsável federativo assegura que os árbitros estão conscientes do seu papel, razão pela qual acreditam que "se todos trabalharmos juntos à volta deste projecto, teremos sucesso. Os árbitros têm de fazer o papel de árbitro e mais nada, referiu.        
PAULO CACULO