Jornal dos Desportos

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Girabola

Carlos Hendrick incentiva militares

Jorge Neto - 08 de Junho, 2016

General Carlos Hendrick considera o Petro de Luanda um rival mas nutrem boa relao

Fotografia: Jos Soares

O presidente de direcção do 1º de Agosto, Carlos Hendrick, assistiu ontem de manhã no campo relvado do ex-RI 20, a sessão de treino da equipa, com o objectivo de motivar o grupo para o clássico de sábado às 18h00, no Estádio 11 de Novembro, com o Petro de Luanda.

O dirigente dos militares referiu que a visita serviu para galvanizar a equipa, de modos a  manter os níveis de motivação em alta e cimentar a liderança do campeonato, com uma vitória diante do rival.

"Estou aqui (campo do ex-RI 20) para prestar o apoio aos jogadores, algo que tenho feito com alguma frequência, nas vésperas dos jogos e apelo à claque para galvanizar a equipa neste jogo, porque vamos fazer o nosso trabalho. Estamos melhor do que no ano passado, onde tivemos várias derrotas no início do campeonato, mas conseguimos recuperar no final e terminámos com os mesmos pontos que o campeão (Libolo)", afirmou.

Carlos Hendrick analisou o actual momento da equipa, considerou  que o empate no jogo com o Interclube (3-3) foi difícil de gerir, porque os militares venciam por 3-0, apesar das duas derrotas no campeonato.

"Temos duas derrotas com o Recreativo da Caála e o Kabuscorp do Palanca e um empate com o Interclube, com sabor a derrota, mas estamos bem e a trabalhar para continuar à frente do campeonato, que é o nosso objectivo, ou seja,  mantermos nesse ritmo", disse.

O dirigente defendeu que além da rivalidade existente entre os dois clubes tem amigos no Petro de Luanda, citando o seu homólogo Tomás Faria, mas espera que os militares sejam os grandes vencedores do clássico.

"O Petro é nosso rival e não nosso inimigo. O Tomás Faria até faz anos na mesma data do meu aniversário e faço votos de que seja um bom jogo, e que ganhe o melhor e o melhor seja o 1º de Agosto", defendeu.

De acordo com Carlos Hendrick, perder com o rival não cai bem aos agostinos, mas assegurou haver uma boa relação entre os dois clubes.
"Não gostamos de perder com o Petro, é uma rivalidade que faz parte do desporto, mas não somos inimigos. Às vezes vamos buscar lá um jogador e vice-versa e temos uma boa relação", concluiu.

De resto, o clássico está a ser vivido com ansiedade nas hostes da formação militar que pretende manter na senda de vitórias e consolidar o comando.

RECUPERAÇÃO
Papel preocupa equipa médica


A recuperação da lesão do médio ofensivo do 1º de Agosto, Ary Papel, preocupa o corpo médico do clube, tendo em conta o clássico de sábado com o Petro de Luanda.
Os dois jogadores influentes na manobra da equipa militar têm casos clínicos diferentes, onde Ary Papel apresenta um quadro mais lento, em termos de recuperação da lesão na perna direita, enquanto Gelson surge com um quadro menos preocupante .

Ontem, além da corrida à volta do relvado no habitual campo de treinos do ex-RI 20, os dois atletas trabalharam com bola, em separado do grupo, e realizaram exercícios no ginásio.

De acordo com informações do departamento médico do clube, o melhor marcador do Girabola Zap, com 14 golos, junta-se ao trabalho de grupo técnico e táctico em breve, ao passo que não foi definido o horizonte temporal para a integração de Ary Papel.

Por outro lado, ontem, o defesa central Dani Massunguna e o médio - trinco Jumisse treinaram  separados do grupo, fizeram corridas ligeiras à volta do relvado para a manutenção da condição física. O capitão recupera das dores na perna, devido ao choque sofrido no jogo com o ASA, enquanto o jogador moçambicano ontem integrou a preparação da equipa, após o regressar ao país na última segunda-feira onde representou os Mambas no final de semana passado.
JN