Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

CDH precisa 250 milhes de Kwanzas

Benigno Narciso, no Lubango - 01 de Janeiro, 2018

Patrocinador oficial do clube garantiu 77 milhes de kwanzas

Fotografia: Dombele Bernardio | Edies Novembro

A direcção do Clube Desportivo da Huíla (CDH) necessita de 250 milhões de kwanzas para assegurar a participação da equipa principal de futebol no Girabola Zap 2018,  que Lopes.
De tem início no dia 10 de Fevereiro, segundo o director de Marketing e Imagem do clube, Adriano acordo com o responsável do grémio militar da Região Sul, com esse valor era possível realizar uma participação tranquila, sem as grandes necessidades financeiras semelhantes às que a equipa viveu na época passada, com alguns “incumprimentos”, atrasos salariais, prémios e outros.
“Precisaríamos de aproximadamente 200 a 250 milhões de kwanzas para fazer um Girabola com menos dificuldades. Queremos dizer a todos que tivemos dificuldades mil, para suplantar aquilo que vivenciamos na época transacta”, revelou.
Adriano Lopes falava em conferência de imprensa realizada na sede do clube sobre os preparativos para o início dos trabalhos de pré-época, referiu que há previsão do clube receber do patrocinador principal, as Forças Armadas Angolanas (FAA), cerca de 77 milhões de kwanzas que considerou  insuficiente pela direcção do grémio suportar os encargos decorrentes da participação na prova.
“Isto, é apenas previsão orçamental, se recebermos do nosso patrocinador principal cerca de 76 milhões, 978, 720 mil Kwanzas. Esse valor, à priori, é insuficiente para fazer face a um rol muito grande de despesas, ainda que tenhamos a garantia dos salários, dos prémios e de outras rubricas. Este valor não vem de uma só vez. Vem em tranches”, relatou.
O director de Marketing e Imagem do clube perspectivou a participação envolta em algumas dificuldades, à semelhança de outros clubes. Por isso, confessou que a direcção espera para além do patrocinador principal, que surjam apoios de entidades locais com outras valências.
Referiu, em desabafo, que o clube sente muitas vezes como se fosse “órfão do desporto”, por não contar com os apoios de entidades locais.
“Esperamos que para além do patrocinador principal, contemos com outras valências da Huíla, que muitas vezes sentimos como se fôssemos “órfãos do desporto”, não vemos valências, inteligências, apoios materiais ou financeiros. Estranhamos as ausências, não vão à nossa sede, não assistem aos jogos quando realizados aqui. Contudo, continuamos a dar visibilidade à província”, desabafou.
Indicou haver algumas instituições locais privadas que com esforço prestam algum auxílio, embora insuficiente, diminui algum peso.