Jornal dos Desportos

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Girabola

Celso Cabuo quer ser titutar

Manuel Neto - 15 de Abril, 2015

Para o jogador ser mdio requer responsabilidade inteligncia e qualidade tcnica

Fotografia: Jos Soares

Celson Cabuço é um jovem atleta que  espreita uma opurtunidade  na equipa sénior do Progresso Associção Sambizanga. Conta com 19 anos de idade e  as qualidades que exibe  desperta o interesse dos amantes do desporto quer no bairro como nos clubes.A direcção e a equipa técnica decidiram promovê-lo a sénior no sentido de dar uma oportunidade  de  explorar os dotes que possue. “Estou  calmo, ciente de que a minha vez  vai chegar, não tenho pressas, sou um jovem que ainda tem muito que aprender e vou continuar  humilde e trabalhador para não defraudar as pessoas que me depositam confiança, mas acredito que posso”,disse.

Para o jogador a posição de  médio requer muita responsabilidade,  inteligência e uma  qualidade técnica que permite abordar os lances com frieza .“O médio central   funciona como um pulmão da equipa, é neste sector onde  com frequência se  abordam os lances defensivos e ofensivos”, sublinhpou. “Por isso, o jogador que actua nessa posição deve ser acima de tudo audaz   e inteligente no sentido garantir uma maior produtividade para o resto da equipa”, acrescentou.

Celson adiantou que apesar disso, nos dias de hoje, a posição de médio já pode ser considerada uma tarefa fácil para si, a julgar pela experiência que ganhou ao longo dos escalões de formação. “Fruto do trabalho abnegado nos escalões inferiores, hoje  olho esta posição com maior facilidade, mas recordo que no início foi um quebra cabeça. Tudo que fazia os técnicos  não concordavam, faziam correcções constantes e por vezes, eu  ficava um pouco triste, mas com o andar do tempo comecei a ver que as correções foram  bastante importantes e com muito trabalho já consigo fazer as coisas com mais delicadeza espero melhorar  cada vez mais,  na medida em que vou realizando jogos”, disse o jogador

AMBIÇÃO
Suar a camisola da Selecção Nacional de honras é um dos  maiores objectivos do jovem Celson, que   antes  quer  potenciar-se bem  na vertente competitiva para que o  seu desejo se materialize a breve trecho.“Acho que  os meus dotes e a força de vontade podem ser úteis para os  caminhos que pretendo trilhar,  que passam por  agarrar  um lugar na equipa principal do Progresso, conquistar um Girabola e posteriormente pensar em jogar no Arsenal ou Porto e voltar aos Palancas” , disse o médio sambila.

Já não é novidade para mim. Estive na  selecção de  Romeu Filemon  em 2014, quando defrontamos o Burquina  Faso e apesar de  não ter  jogado  gostei da experiência”, disse.“Quando ouvi o meu nome não acreditei lagrimei de emoção, mas como encontrei  garotos como o Carlinho do Petro de Luanda, Pedro e  Megue do Real Sambila  foi bom para mim. Notei que existe uma grande difrença entre o futebol profissional e o amador e aprendi que a vida regrada é uma chave de sucesso para  um atleta que se preze”,disse.O jovem recordou ainda a  passagem pela Selecção de Júnior na altura comandada por Miler Gomes e André Nzuzi. “Foram bons momentos e com grandes técnicos  pacientes nao sei como esquecer estes momentos. Mas o mais marcante foi mesmo na de honra”, recordou.     

AVALIAÇÃO
“Futebol pode melhorar de qualidade”


Celson acredita na melhoria do futebol angolano  e  num futuro risonho    dos Palancas  Negras nas competições  que tem pela frente a julgar pelo potencial desportivo que o país  reúne,  bem como uma melhor reestruturação dos seus serviços.“Existem muitos jovens com vontade de praticar desporto, mas noto que encontram barreiras para dar os seus primeiros passoas e acabam por ficar pelo caminho devido a problemas de vária ordem. Por isso, apostar em infra-estruturas, dar maior atenção  à formação, cuidar da alimentação e dos transportes pode  ser uma mais valia para o desenvolvimento do desporto no país e assim  influenciar positivamente a Selecção”, disse.

O médio sambila frisou que existem muitos dirigentes que menosprezam a formação, preferem os seniores. A seu ver este comportamento  acaba por prejudicar o crescimento da modalidade.“É um comportamento reprovável que demonstra imediatismo e geralmente  reflete-se  negativamente na qualidade do futebol  nos clubes e consequentemente nas selecções. Mas acho que ainda vamos à tempo de inverter o quadro”, disse.