Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Clssico da saudade

08 de Maio, 2016

A jogar em casa os rubro negro esto apostados em manterem o ciclo vitorioso rumo a conquista do ttulo

Fotografia: Nuno Flash

1º de Agosto e 1º de Maio de Benguela jogam hoje, às 18h00, no estádio 11 de Novembro, um dos clássicos mais antigos do futebol nacional. O desafio é o grande destaque das duas partidas agendadas para este domingo, referente à 11.ª jornada do Girabola Zap, em que medem forças também, no Huambo, Recreativo da Caála e Recreativo do Libolo.

"Militares" e "proletários", dois históricos do futebol nacional, cruzam numa altura em que atravessam momentos e percursos diferentes, com vantagem para a formação da casa, que soma e segue na liderança isolada do campeonato.

Longe dos esplendor dos tempos idos em que o desfecho deste duelo era uma incógnita o que obrigava aos apostadores a não arriscarem e a decidirem numa tripla, hoje o cenário é diferente e a tendência recai para um triunfo do 1º de Agosto.

O favoritismo da equipa orientada por Dragan Jovic não é apenas pelo simples facto de estar a liderar a prova, mas acima de tudo pela qualidade de jogo que tem patenteado, o nível dos jogadores que formam o plantel e a capacidade de nos momentos mais difíceis desequilibrarem a contenda a seu favor.

Ainda assim, para a equipa rubro negro levar a melhor sobre o adversário vai ter que se aplicar ao fundo e provar em campo que é realmente superior, caso contrário pode ter um dissabor. Aliás, a vitória dos proletários na ronda passada ante um candidato é o testemunho mais evidente para os militares estarem prevenidos.
    
Contudo, a turma do 1º de Maio, que busca um objectivo completamente diferente do seu antagonista, está em recuperação na classificação, sobretudo, depois da vitória muito bem conseguida em casa sobre o Benfica de Luanda, , tendo subido para o décimo primeiro posto.

Diante de um candidato ao título, antevê-se um cenário complicado para a equipa benguelense. O facto de defrontar um opositor extremamente motivado e que está na “mó de cima” com claros sinais de ter apostado seriamente na conquista do campeonato, torna a tarefa contrária ainda mais arriscada.

Prevê-se, no entanto, um jogo com maior domínio para os donos da casa, mas seguramente com os forasteiros a tentarem ripostar como podem os eventuais períodos de pressão a que estarão sujeitos no jogo.

Em face disso, todo o favoritismo é atribuído ao 1º de Agosto, embora não esteja colocado de parte a possibilidade do Maio vir a protagonizar alguma surpresa e impor a segunda derrota aos rubro negro ou no mínimo um empate.

De resto, apesar de não estar rodeada da mesma expectativa da década oitenta, os dois emblemas têm um nome e prestígio a defender no Girabola, o que só por si torna este embate num jogo de campeões.


RECEPÇÃO AO MAIO
Militares querem melhorar exibição


As últimas exibições da formação do 1º de Agosto, não agradaram de todo a equipa técnica, daí que os militares pretendem melhorar neste aspecto e conseguir mais uma vitória, hoje às 18h00, no estádio 11 deNovembro, na recepção ao 1º de Maio de Benguela.

O técnico-adjunto, Filipe Nzanza, garantiu que a equipa está concentrada e determinada em fazer um resultado positivo, pensando apenas na conquista dos três pontos, para se manter na liderança isolada do Girabola Zap.

“Vai ser um jogo difícil, sabemos que o adversário está moralizado,como tem sido hábito com todas as equipas que jogam contra nós, mas vamos fazer tudo para melhorarmos a nossa exibição e somar mais uma vitória no campeonato”, revelou ao Jornal dos Desportos.

O facto de jogarem diante de adversários que lutam pela permanência no campeonato tem influenciado nas exibições do conjunto militar, uma situação diferente quando defrontam os ditos “grandes”, de acordo com Filipe Nzanza.

“Jogámos contra equipas que estão a lutar para não descer de divisão eelas fecham-se muito na sua zona defensiva, o que já não acontecequando defrontamos equipas grandes, porque é mais fácil, pois, elas nãose fecham muito”, analisou.O auxiliar do bósnio Dragan Jovic defendeu que a preparação durante asemana correu bem, mas antevêem dificuldades e que vão procurarsuperá-las para atingir o seu objectivo máximo neste clássico.

“A equipa está boa, treinamos bem durante toda a semana e estamos consciente que será um jogo difícil, mas estamos moralizados porque viemos de uma vitória frente a um adversário que ocupava os lugares cimeiros do campeonato (Desportivo da Huíla) ”, assegurou. Filipe Nzanza elogiou a forma como o 1º de Maio de Benguela jogam e admite que vai exigir muita concentração. “Tem bons miúdos, trocam bem a bola e com certeza estão moralizados para este desafio”, sublinhou.

Os líderes do campeonato estão há três jogos sem perder no GirabolaZap e partem para este desafio com a missão de somar o quarto triunfoe tudo farão para continuar a sua marcha vencedora neste último terçoda primeira volta da competição.      

1º DE MAIO
Plantel reconhece dificuldades


O técnico do 1º de Maio de Benguela, Joaquim Nfinda “Mozer”, afirmou que a sua equipa trabalhou a todo vapor, para anular a tendência do adversário.Admitiu que o 1º de Agosto é dos "pesos pesados do futebol nacional", por isso, há que se montar uma estratégia capaz de contrapor o seu potencial, com destaque para a exploração ao máximo os seus pontos fracos.

"É daí onde incidirão os nos esforços", comenta o capitão proletário, Tobias, para quem faz sentido pensar positivo voltar de Luanda com um triunfo e desta brindar a massa apoiante do clube com tal feito e que pode catapultar para os próximos desafios.

Reconhece que os militares estão embalados e não será fácil travar a marcha triunfal do seu oponente, contudo, acreditam no seu potencial e estão confiantes numa boa partida e esperam realizar uma excelente exibição.

"O importante é não perdermos o embate, mas o 1º de Agosto não é uma equipa qualquer. Merece respeito e admiração de todos os seus oponentes. Para além do ataque "mortífero", apresenta uma linha média bastante sólida", confessou.                   J. Gaiano, em Benguela