Jornal dos Desportos

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Paulo Caculo - 29 de Outubro, 2018

Libolenses e tricolores travam resultado nulo em jogo disputado em Calulo

Fotografia: M. MACHANGONGO | EDIES NOVEMBRO

Duelo fraco, sem intensidade, pouco atractivo é o resumo da história do duelo entre o Libolo e o Petro, disputado ontem, em Calulo, cujas equipas deixaram claro em campo a imagem de estarem, ainda, numa fase de conquista da melhor performance. Em consequência disso, o resultado registou uma nulidade (0-0), justificada claramente pela ineficácia ofensiva e escassez de ocasiões soberanas de golo.
Os primeiros 45 minutos foi uma espécie de castigo para os espectadores, que estiveram no estádio (e para aqueles que viram pela televisão). Foi um duelo demasiado físico, sem espaço para os criativos, órfão de ocasiões claras de golo. Menção honrosa para as tentativas de Tiago Azulão, aos 30', pelos tricolores e Kaya, aos 42', pelos donos da casa.
Talvez mesmo a situação mais clara de golo iminente e com motivos de calafrios para o guarda-redes Manaia, pertenceu a Tiago Azulão, num lance em que aparece isolado, mas desvia mal a bola, permitindo a defesa arrojada do keeper libolense.
Mas a verdade é que nesse período, já os adeptos tinham chegado a conclusão de que não esperavam grandes alterações na forma de jogar das duas equipas, que mais pareciam estar num jogo de pré-época, numa toada pouco dinâmica e que ambos ataques não conseguiam encontrar espaço para desequilibrar.
Na segunda parte permaneceu o equilíbrio. Ao domínio inicial dos tricolores, os libolenses responderam com muitas solicitações para o seu flanco direito, onde moravam os "ciclistas" da equipa, Nandinho e Nelito, a criarem muitos problemas a Mira, mas sem uma oportunidade de golo clara, porque o Petro defendia de forma compacta.
Os donos da casa estiveram durante largos períodos em campo a tentar tomar conta do jogo, mostrando agressividade no controlo do meio-campo, potenciando os movimentos interiores de Kaya e forçando o recuo dos médios tricolores. E por pouco o Libolo não se colocou em vantagem.
Face a esta tendência, Beto Bianchi (que já tinha lançado Tony para o lugar de Carlinhos) quis jogar pelo seguro. Teve mais unidades povoados no seu meio-campo, mas era a Job que continuava atribuída a incumbência de municiar o ataque, com os seus dribles estonteantes e constantes mudanças de velocidade.
O jogo acabou como começou, numa nulidade total, tendo as duas equipas ficado conformadas com o resultado, na medida em que a divisão de pontos ajusta-se, perfeitamente, ao labor patenteado por ambos ao cabo dos noventa minutos regulamentares.