Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

D'Agosto diz adeus ao t�tulo

28 de Setembro, 2009

Militares e Desportivoda Hu�la

Fotografia: Jd

Ao empatar ontem sem golos frente ao Desportivo da Huíla, o 1º de Agosto colocou fim a ténue esperança que ainda tinha de lutar pelo título do Girabola 2009 até as últimas jornadas. Deste modo, aos militares resta apenas a “batalha” pelo segundo lugar.
Depois de uma vitória motivadora na jornada anterior, frente ao Interclube, o 1º de Agosto não teve uma deslocação feliz ao Namibe, onde a equipa do Desportivo da Huíla actua na condição de visitada. Quando se esperava que fosse manter a onda vitoriosa, os pupilos de Humberto Chaves deixaram escapar o testemunho que ainda lhes mantinha a perseguir os líderes do campeonato.
Diante de um adversário, a priori, ao seu alcance, os militares tiveram imensas dificuldades para se impor, contendo-se com o nulo ao cabo dos 90 minutos regulamentares. As duas equipas dispuseram de oportunidades para visar as malhas, mas quer uma, quer outra não souberam tirar proveito.
Do lado dos militares Bena teve a mais flagrante oportunidade quando esteve frente ao guarda-redes do Desportivo e fez a bola passar rente ao poste.
O Desportivo da Huíla também criou situações de perigo, em maior número que os militares, diga-se de passagem, mas também soube traduzir nenhuma em golo. Com o equilíbrio a tomar conta do jogo, o resultado acabou por se ajustar plenamente por aquilo que as duas equipas produziram em campo.
Com este resultado o 1º de Agosto já não tem qualquer hipótese de lutar pelo título, pelo que as atenções estarão viradas exclusivamente para o segundo lugar do campeonato a fim de continuar a sonhar com um lugar na próxima edição das Afrotaças.

Maio perde com Kabuscorp
e decreta sentença no Gira

Ao perder diante do Kabuscorp do Palanca, a formação do 1º de Maio de Benguela disse adeus ao Girabola-2009, podendo agora preparar-se para o torneio de repescagem, vulgo, “liguilha”.
A derrota só foi possível, graças a eficácia dos homens do Palanca, que em momento crucial da contenda, souberam manter-se firmes ante a pressão empreendida pelos proletários que, diga-se de passagem, pecaram em demasia, sentenciando desta feita, a sua despromoção da fina-flor do nosso campeonato.
Aliás, isto mesmo foi confirmado pelo técnico principal do 1º de Maio de Benguela, José Luís Borges que deixou, o Estádio Municipal Edelfrides Costa (Miau) sob a escolta policial. O público gritava e chorava à brava pelo leite derramado.
Dizer que com a derrota consentida, na jornada 23, o 1º de Maio de Benguela junta-se à Académica do Lobito que há muito aguarda pelo termino do campeonato nacional para preparar-se ao torneio da “liguilha”.
Não obstante, assistiu-se a uma boa partida, não fosse a aparente carga psicológica que se apossou aos atletas do Maio. Dominaram o jogo, inclusive deram-se ao luxo de falhar uma grande penalidade. Márcio Luvambo, em tarde de pouca inspiração, foi incapaz de traduzir em golo o castigo máximo sancionado aos 31’, pelo juiz Fernando Mação.
Ainda assim, foi o 1º de Maio de Benguela que mais parecia interessado pela vitória, pois do outro lado assistiu-se a um Kabuscorp do Palanca mais calculista e maduro na contenção das investidas do adversário. Parecia uma equipa que bem sabia o que fazia e o que queria dentro das quatro linhas.
Foram enervando o adversário até que a “machadada” final se fez sentir, para os choros e desesperos dos adeptos, que não acreditavam no que estava acontecer sobretudo quando Fiston festeja o golo que rubricara em tempo de compensação às neutralizações, aos 91’.
Resultado esse que gerou algum tumulto na bancada, provocada pelo público afecto a equipa da casa que, em função da derrota, passou a atacar a claque do Kabuscorp do Palanca (Luanda), gerando pânico no estádio. Valeu a pronta intervenção da Policia Nacional que, em tempo oportuno, dominou a situação, devolvendo a calma e tranquilidade no local da confusão.
Júlio Gaiano, em Benguela 

OPINIÕES DO JOGO 

José Luís Borges
 (1º de Maio)

"Perdemos por merecer"

“Lamentavelmente, não foi possível ganharmos a partida. Tudo fizemos para sair daqui com uma vitória e, na menor das hipóteses empatar o jogo. Criamos uma mão cheia de oportunidades que não deram em golo; inclusive penaltie falhámos. Por isso, perdemos e bem merecido. Agora, nada temos a fazer se não prepararmo-nos para a liguilha e aí tentar  assegurar a nossa manutenção no Girabola”.

Bento Kangamba (Kabuscorp)

"Foi um bom jogo"

"Foi um bom jogo que fizemos. A minha equipa soube bater-se bem durante toda a partida. Por isso, eu já sabia que íamos ganhar este jogo, até porque já sabíamos que o 1º  de Maio em sua casa ia agigantar-se e querer ganhar o jogo. Mesmo assim, tudo fizemos para contrariar tal atitude. Marcamos o golo no fim, como podíamos fazê-lo no princípio. Agora que venha o Petro de Luanda”. 

FICHA TÉCNICA

Estádio Municipal Edelfrides Costa (Miau);

Assistentes: Seis mil espectadores;

Comissário: Jorge Mário Fernandes;

Árbitro: José Fernando Mação;

Árbitros assistentes: Francisco Lucas e Agostinho Ulika;

4º Árbitro: João Baptista Basto.

1º de Maio de Benguela: Lokua; Lily, Calala (cap), Dany (Tavares, 75’), Marco e Longuinha (Braima, 26’); Márcio Luvambo (Jaku, 61’), Armando Cardoso, Paulino e Coimbra; Zamorano.(5x4x1).

Treinador: José Luís Borges.

Kabuscorp do Palanca: Zamba; Eduardo, Diangani, Abel e Riquinho; Nick (Raul, 79’), Yan Bakala, Fiston e Lami; Miyavanga (cap) (Nelo, 72’) e Adolfo. (4x4x2).
 
Treinador: Drasko Stailjokovic.

Acção disciplinar: O árbitro Fernando Mação exibiu duas cartolinas amarelas aos faltosos. Braima, pelo 1º de Maio de Benguela, e Diangani, pelo Kabuscorp foram os amarelados por pratica de jogo violento.

Ao intervalo: 0-0

Resultado final: 0-1