Jornal dos Desportos

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Girabola

DAgosto empata e... tudo na mesma !

Antnio Flix - 18 de Junho, 2018

Se o 1 de Agosto evitasse todo o festival de falhanos ontem aumentariam a vantagem

Fotografia: Vigas da Purificao| Edies Novembro

Os empates permitidos, primeiro pela equipa  do Petro de Luanda diante do Progresso do Sambizanga (1-1) , depois, pela do 1º de Agosto frente ao 1º de Maio de Benguela (0-0) não estavam certamente nas previsões das   respectivas equipas técnicas, dirigentes e adeptos que sairam da 17ª jornada do Girabola ZAP com a mesma diferença de pontos com que entraram no sábado e domingo.
Se o 1º de Agosto concretizasse em golos todo o festival de falhanços a que se assistiu ontem diante do 1º de Maio de Benguela no estádio 11 de Novembro hoje acordaria mais distanciado em relação ao Petro de Luanda. Não tendo conseguido...fica tudo na mesma.
O 1º de Maio sabia que podia sofrer ontem na casa do 1º de Agosto, um adversário que imperativamente tinha de encetar a \"fuga em frente\", mas aguentou a pressão e, merecidamente, pode dizer que regressa a Benguela com o dever cumprido. Travou o campeão que jogou em casa.
No sábado o Petro de Luanda voltou a revelar que, nesta época, tem uma equipa talhada para empates, porque já são inúmeros e preocupantes os que deu a ver em jogos onde repartiu pontos. A equipa tem de fazer mais  para superar esta \"crise de empates\", amealhando três pontos em vitórias.
A equipa desta vez viu-se forçada a empatar diante de um titubeante Progresso do Sambizanga, num jogo em que era tido (o Petro) como o favorito à vitória. A consequência, obviamente, está no seu próprio azar em não reduzir a diferença de pontos, em comparação com os que tem o líder, 1º de Agosto.
É que, na verdade, tendo vindo de uma igualdade na jornada anterior diante do surpreendente Cuando Cubango, o Petro de Luanda tinha de acelerar frente ao Progresso do Sambizanga. Pareceu até que o fazia quando Tiago Azulão marcou, mas, Yano, do Progresso, impediu , ao rubricar também.
Da parte do Progresso, apesar do empate, a equipa tem de voltar a crescer para aparecer ainda e grande neste campeonato. Precisa de várias vitórias, no sentido de cumprir a sua missão no campeonato!
O Kabuscorp do Palanca não se pode queixar de só ter logrado um ponto fruto do empate com o  Sporting de Cabinda. Esperava-se que ganhasse, nesta 17ª jornada, o que não aconteceu diante de uma equipa (Sporting de Cabinda) em relação a qual agora  tem dois pontos a menos, pois, os  \"leões\" somam 19 pontos e os palanquinos têm 17.
Na vila da Caála, Domingos, jogador da equipa local, aos 87 minutos, com um remate de pé direito - depois de aproveitar uma bola não segurada pelo guarda redes Lando do Interclube - de vitória (1-0) festejada de forma efusiva pelos apoiantes.
Aliás, apoiado pelo seu público, que acedeu de forma grátis ao estádio, a turma caalense fechou aos polícias todos os caminhos que fossem dar em golo. Valeu a muralha defensiva e os três pontos da equipa liderada por David Dias.
Quem também não se pode queixar da repartição de pontos, permitida no seu próprio reduto, é o Desportivo da Huíla: estes Militares da Região Sul receberem determinados a visita do Sagrada Esperança, com o qual acordou empate 0-0, num jogo sem qualidade e, por isso mesmo, que se ajusta ao resultado. Bruno de Jesus, do Desportivo, foi o melhor em campo, mas não facturou para a vitória.
No Bengo houve tristeza. A formação da casa, Domant FC, permitiu que o Cuando Cubango chegasse, visse e vencesse...por mero 1-0, mas suficiente para três pontos e, logicamente, melhor posição na classificação.
A equipa vencedora só cumpriu o que lhe cabia em campo onde veio com a lição e pretensão estudada para quem quer continuar na primeira divisão.
Os visitados, que até beneficiarem de um penálti não concretizado, apenas se devem queixar de si mesmo e fazerem  correcções para não voltarem a perder diante do Progresso do Sambizabga na próxima jornada.
 O Bravos do Maquis tem de reconhecer que não teve estofo suficiente para, neste tempo de dificuldades, acentuada pela crise financeira e, por isso mesmo, a saída de jogadores influentes...a derrota (1-0) em casa do Recreativo do Libolo era provável acontecer.