Jornal dos Desportos

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Girabola

DAgosto sem trguas para o Maio

Jorge Neto - 28 de Outubro, 2019

Militares deram a cambalhota ao resultado vencendo por 3-1 depois estar a perder com os proletrios

Fotografia: Agostinho Narciso | Edies Novembro

À semelhança do que aconteceu nos últimos dois jogos o 1º de Agosto teve de esperar pelo segundo tempo para marcar o primeiro golo e abrir o caminho para a vitória, ontem, diante do 1º de Maio, por 3-1, numa partida onde o árbitro Velanciano Mulumba assinalou duas grandes penalidades duvidosas favoráveis aos tetra-campeões nacionais, que deste modo, mantêm a liderança isolada do Girabola Zap.
Tal como anteviu Ivo Traça na véspera do jogo os agostinos enfrentaram inúmeras dificuldades frente aos proletários no estádio 11 de Novembro, pois os pupilos de António Coimbra souberam ofuscar os intentos da formação da casa, ao ponto que somente nos minutos finais do primeiro tempo conseguiram obrigar o guarda-redes Gui a grandes defesas para impedir que a sua baliza fosse violada.
Diante do seu público os militares não tiveram arte nem engenho para abrir os caminhos para baliza de Gui, pois os médios estiveram retraídos, faltando atitude para controlar o desafio, onde Ibukun e Buá apareceram pouco.
Do lado dos proletários Miguel e Bokungo criaram problemas a defensiva dos tetra-campeões, reagindo em contra-ataque, já que os militares apostaram no controlo do jogo, mas com poucas soluções ofensivas.
Contudo, os visitantes adiantaram-se no marcador aos 31´, por Miguel, através de uma grande penalidade, causada por Natael, que abordou mal o lance com os braços abertos na área de penálti. Com isso, o jogo ganhou uma nova dinâmica, onde os militares subiram mais no terreno, arriscaram e quase chegaram a igualdade em três ocasiões, mas a finalização não estava em dia ou o guarda-redes Gui negava o golo.
No reatamento Dragan Jovic mexeu no xadrez da sua equipa, com as entradas de Ary Papel e Mabululu para chegar ao empate, opções que vieram a resultar, pois devido a pressão os defesas proletários abanaram e causaram uma grande penalidade, bastante contestada pelo banco do 1º de Maio, mas que o árbitro Velanciano Mulumba não teve dúvidas. Chamado a cobrar Ary Papel aos 58´, atirou a contar, igualando o marcador.
Após o empate os militares acreditaram que podiam fazer mais e conseguiram a vantagem através de uma grande penalidade marcada por Mabululu 73´, numa jogada também bastante discutida pela formação orientada por António Coimbra, por considerar forçada a decisão do árbitro.
Sem estar satisfeitos com a vantagem magra os agostinos fecharam as contas aos 80´, por Natael, numa jogada de contra-ataque, onde o lateral esquerdo aproveitou o espaço e diante de Gui rematou para o fundo das redes. Ainda assim, Ary Papel esteve perto de marcar em duas ocasiões, mas viu Gui a negar-lhe o golo.