Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

De novo na dianteira

Jorge Neto - 07 de Janeiro, 2019

Fotografia: Edies Novembro

O \"míssil\" de Show, aos 43´, colocou um fim na onda de três empates consecutivos da equipa do 1º de Agosto, ontem, diante do Sporting de Cabinda, que vendeu cara a derrota, com uma postura ofensiva, complicou a vida dos agostinos, que com este resultado reassumem a liderança do campeonato. 
A jogar em reduto alheio os sportinguistas não se inibiram e entraram dispostos a complicar a vida dos tri-campeões, inclusive foram os primeiros a criar situações de perigo, uma delas negadas pelo capitão Dany Massunguna, que tirou a bola da direcção da baliza.
A atitude positiva dos pupilos de Emena Kuanzambi justificaram as palavras de Ivo Traça, no lançamento do jogo, pois obrigaram o 1º de Agosto a vestir o fato-macaco para equilibrar as coisas no relvado.
Aos poucos começaram a criar problemas para o guarda-redes Leo, com Ary Papel, Mabululu e Mongo a serem os principais protagonistas e só não marcaram por falta de eficácia, os remates passavam por cima da baliza ou paravam nas mãos do \"keeper\" leonino.
O desafio estava animado, os dois conjuntos atacavam, queriam marcar e mostrar um jogo atractivo e parecia que o golo podia surgir a qualquer momento com qualquer uma das formações.
Os comandados de Dragan Jovic sabiam que só a vitória interessava, pois haviam perdido a liderança no dia anterior, e tinham a necessidade de reaver a sua posição no topo da classificação geral. Porém, a resistência dos visitantes era também uma marca do jogo.
Ainda assim, Show tirou um \"coelho da cartola\" e rematou do meio da rua, a bola levou uma velocidade de oitenta quilómetros a hora, e inaugurou o marcador aos 43´, quebrando uma seca de três jogos consecutivos que os militares não finalizaram.
No reatamento os técnicos apostaram no mesmo onze, mas quinze minutos depois Emena Kuanzambi foi o primeiro a fazer alteração no seu xadrez, substituindo Calé por Gláucio, ou seja, um trinco por um avançado, numa clara aposta ao ataque e quase marcaram.
Os militares também não se fizeram rogados e mexeram nas suas peças com as entradas de Buá e Mingo Bile, mas foi das cabeças de Ary Papel, a bola beijou o travessão, e Bobó que os agostinos criaram perigo a baliza de Lio, bastante interventivo no desafio.
Contudo, o grito do golo já não voltou a ser ouvido no estádio 11 de Novembro, apesar das duas equipas mostrarem disposição em fazer mexer as redes. Os militares cumpriram com a missão de regressar às vitórias.
O trabalho da árbitra Tânia Duarte não sofre contestação, na mediada em que soube gerir o desafio. Contou com a colaboração dos jogadores, apesar de exibir alguns cartões amarelos a penalizá-los disciplinarmente quando a situação assim o exigiu. 

DECLARAÇÕES

Ivo Traça
“Foi importante regressar às vitórias”

“O resultado só foi magro porque conforme tiveram a oportunidade de ver, tivemos muitas oportunidades para marcar. Mas vamos esquecer o resultado, o importante foi voltarmos às vitórias que reassumirmos a liderança do campeonato. É um resultado que vai nos ajudar a ter uma postura diferente doravante na competição. Foi um bom jogo, o Sporting esteve bem tal como nós previmos, mas felizmente vencemos o desafio”.


Emena Kuanzambi
“Perdemos com dignidade”

“Em primeiro lugar quero dar os parabéns aos meus jogadores pelo jogo que fizeram em campo. Sabíamos que iríamos defrontar uma equipa muito experiente, o campeão em título, tem muitos argumentos, mas os meus atletas deram o seu máximo e infelizmente sofremos um golo numa jogada em que houve falta de marcação. Perdemos com dignidade. Mas dedico esta exibição ao meu falecido pai, partiu recentemente”.