Jornal dos Desportos

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Girabola

Desfecho do jogo de compadres complica todos

30 de Dezembro, 2019

Fotografia: Aro Martins | Edies Novembro | Hula

O Desportivo da Huíla e o 1º de Agosto foram punidos com a retirada de 3 pontos, na sequência do polémico empate a três bolas, jogo referente a décima sétima jornada. A complicada punição da FAF baralhou a todos ainda mais porque o desfecho do inquérito da federação esteve longe de fazer cumprir o que se dizia que se violou, a verdade desportiva.

Até a própria classificação final tornada pública pela própria FAF acabou por deixar mais dúvidas do que certezas sobre o que a federação quis realmente fazer. O 1º de Agosto perdeu 3 pontos, mas terminou o campeonato invicto, ou sem nenhuma derrota, o que significa que os 3 pontos retirados nada tiveram a ver com os acontecimentos do polémico jogo.

O 1º de Agosto foi o que mais se sentiu lesado pela mão leve da federação e militares prometeram levar a questão até às últimas consequências. Mas o campeonato terminou sem que voltasse a sentir mais necessidade de querer recuperar os 3 pontos, que já não lhe faziam falta para ser campeão.

A FAF comeu cru como o apressado porque o desfecho do inquérito contrariou o bom senso, pois se a conclusão foi que \"o resultado não reflecte a verdade desportiva, mas o verdadeiro produto de algum acerto de cavaleiros\", como consta no Comunicado Oficial Nº. 13 de 28 de Março de 2019, fica claro que a sanção final foi branda demais para servir de exemplo.

O \"efeito psicológico\" que a federação pretendeu provocar no Desportivo da Huíla e no 1º de Agosto não foi suficiente para sarar a ferida, é ponto assente que ao homologar o resultado final do jogo a FAF não fez a justiça esperada, tampouco as demais equipas do campeonato se mostraram interessadas num outro tipo de desfecho, pelo menos ninguém apareceu a questionar a FAF e o seu inquérito, o quem cala consente acabou por prevalecer com o silêncio geral.