Jornal dos Desportos

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Girabola

Desistncia do Benfica preocupa lder da APF

Gaudncio Hamelay, no Lubango - 24 de Julho, 2015

Joo Gonalves lanou um apelo sociedade civil da provncia no sentido de prestar maior ateno ao futebol

Fotografia: Arimatia Batista

O momento que vive actualmente o futebol huilano, devido à falta de interesse de várias estruturas em apoiar as equipas locais, preocupa o presidente da Associação Provincial de Futebol da Huíla (APFH), João Gonçalves.

 O dirigente lançou um apelo à sociedade civil no sentido de prestar maior atenção ao futebol na província,  que não tem equipa alguma no torneio de apuramento ao Girabola de 2016, depois do Benfica do Lubango ter manifestado a sua desistência.

  “O Benfica do Lubango estará agora bem preparado para que no próximo ano apareça com força no Zonal de Apuramento. O que é necessário agora é que não deixe sair os actuais atletas que formam o plantel. Já vi o Benfica do Lubango a jogar e a treinar; possui bons jovens. A direcção do Benfica tem que reflectir e melhorar, pois o caminho é para a frente”, sublinhou.

O dirigente disse ontem no Lubango que, por mais “boa vontade que tenhamos”, não vê grande futuro para que a Huíla possa singrar no futebol e reconheceu que o Desportivo da Huíla, único representante da província no Girabola, enfrenta sérias dificuldades e acrescentou que algumas pessoas, por darem o mínimo apoio, pensam que já fizeram tudo. “Não é nada disso”, desabafou.

O líder da APFH revelou que, “às vezes, os clubes encontram dificuldades e não há essa contrapartida. Não estou a ser pessimista, mas a continuarmos assim não vejo com bons olhos o futuro do futebol na nossa província”.

 João Gonçalves salientou que se não houver união e boa vontade das instituições públicas e privadas da província para apoiar o Desportivo da Huíla e “deixarmos como está, isolado e sozinho com dificuldades, estamos também na eminência de perdermos essa equipa na próxima temporada”.

 O dirigente assegurou que “tudo faremos, quer a direcção do Desportivo da Huíla, quer a associação, dentro dos nossos limites, para que isso não aconteça”.