Jornal dos Desportos

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Girabola

Desportivo agudiza crise do Benfica

Benigno Narciso, Lubango - 19 de Setembro, 2016

A finalizao acabou por funcionar contra o Benfica da capital que para l do jogo passivo patenteado estudou mal a lio e perdeu

Fotografia: Jos Soares

Um golo “milagroso” apontado aos 90´por Kêmbwa permitiu ao Desportivo da Huíla vencer ontem o Benfica de Luanda, por 1-0, num desafio pobre, disputado no estádio do Ferroviário, no Lubango, pontuável para a 24ª jornada do Girabola Zap Foi uma partida incaracterística onde se denotou a imprevisibilidade do futebol, que funcionou, enfim, como “milagre” para salvar os comandados de Ivo Traça, ontem improdutivos no meio-campo e sem soluções ofensivas no ataque. A sorte é que viram quase a “cair dos céus” um golo no último minuto, numa altura em que o conformismo do nulo no marcador era visível no semblante dos atletas, equipa técnica e adeptos.

A jogada foi fortuita. A rapidez se desenrolou na meia-lua da grande área do Benfica de Luanda onde saltou à vista a  rotação desesperada, mas certeira, de Kêmbwa. Ele desviou  a trajectória da bola à baliza no seguimento de um passe em jeito de cruzamento curto de Cassinda. Para além de apanhar de surpresa o público, acabou por tirar o “entusiasmo” ao autor do golo que, surpreendido, festejou de forma fria o seu feito.

O adágio popular segundo o qual, a sorte acompanha os audazes, aplica-se perfeitamente já que, apesar da pobreza futebolística, foram os militares de Região Sul que mais se entregaram ao jogo ao contrário do adversário que optou pelo anti-jogo e passividade na reposição da bola para o jogo. Tal postura, acabou por custar caro aos encarnados da capital que morreram na praia, por força do tento adversário rubricado aos 90´ que deu a vitória merecida aos visitados.

A postura defensiva com forte aposta no contra-ataque mas com um futebol pouco criativa pautado em passes longos da defesa e meio-campo para os avançados, o que impossibilitou quase sempre aos dianteiros Douglas e Macaia receber a bola em condições jogáveis para a finalização, acabou por funcionar contra o Benfica da capital que para lá do jogo passivo patenteado, estudou mal a lição e perdeu.

A história do jogo produzida pelas duas equipas na primeira parte pouco ou nada se diferiu do que se assistiu na etapa complementar.Se de um lado o Desportivo batalhava para construir jogadas equenciadas, na busca de um fio de jogo com princípio, meio e fim, do outro lado estava uma águia que, com as linhas juntas defendia sempre a partir da zona intermédia do seu meio campo.  Esse postura limitava os espaços do adversário, que encurralado e sem margem para manobra, via esbarrada as suas acções ofensivas na muralha defensiva dos comandados de Zeca Amaral.

Acrença e a insistência aliada à vontade de vencer até ao último minuto do Desportivo acabou por superar todas as adversidades impostas pelo adversário e, por isso, mesmo no cair do pano, viu coroado todo o esforço e dedicação com o golo solitário de Kêmbwa. Uma vitória que se ajusta a equipa afecta à Região Militar Sul.