Jornal dos Desportos

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Girabola

Desportivo ainda tem estratgias por pontuar

12 de Agosto, 2019

Mrio Soares defendeu que h que se continuar a trabalhar e procurar melhorar a cada dia, com o foco virado nos desafios que a prova colocar.

Fotografia: Jornal dos Desportos

As estratégias e variantes de jogo, que o Clube Desportivo da Huíla (CDH) vai adoptar para disputar o Girabola Zap 2019/2020, carecem de mais tempo e ensaio para alcançar o nível de aperfeiçoamento desejado pela equipa técnica e estarem consolidados, numa altura em que restam poucos dias para o início da prova. A revelação é do técnico principal da equipa, Mário Soares, que, em função dessa constatação, reconheceu que a formação afecta à Região Militar Sul está sujeita a ganhar a forma desportiva no decorrer do campeonato. “Não podem estar consumadas. E aqui dizer que, sinceramente, se estivessem consumadas, a minha preocupação seria enorme. As coisas têm que ir crescendo, temos que ir trilhando o nosso caminho, porque há uma determinada etapa. A equipa vai atingir o pico, quando realizar os dois primeiros terços do campeonato”, assegurou. O técnico, que não revelou se o facto decorre da circunstância de a equipa não ter efectuado o número necessário de jogos pré-competitivos, minimizou o facto ao considerar que a situação não é de toda negativa.  Argumentou que, em algumas ocasiões, quando se alcança cedo os níveis de estratégias necessários, com os atletas em boa forma física e excelente dinâmica, pode significar que a época não corra bem. Por essa razão, justificou que estando adiantado, numa determinada altura, as exigências dos jogos do campeonato podem obrigar a afrouxar a passada e a equipa ressentir. “Não é de todo preocupante. Se até agora estivéssemos já com as estratégias todas consolidadas, com os atletas em boa forma física e excelente dinâmica, podia também, nalguns casos, ser sinónimo de que a época não há de correr bem, porque numa determinada altura podemos afrouxar a passada e quando fosse a exigência do próprio campeonato, não estarmos em forma desportiva”, disse. Mário Soares defendeu que há que se continuar a trabalhar e procurar melhorar a cada dia, com o foco virado nos desafios que a prova colocar.

Qualidade
O incumprimento das solicitações dos reforços, para suprir as debilidades que o plantel do Clube Desportivo da Huíla (CDH) apresenta, força o técnico Mário Soares a encontrar competências, para formar uma equipa possível. Para esse efeito, a alternativa passa por explorar-se as potencialidades dos atletas disponíveis, com vista a participação no Girabola Zap 2019/2020 e na Taça de Angola. Mário Soares, que voltou a revelar preocupação no Lubango, indicou que as grandes fragilidades do plantel às suas ordens, residem com maior incidência no ataque, que continua a clamar por um avançado e no meio campo, que carece de um médio-trinco. Assim, face à falta de resposta da direcção, em satisfazer as necessidades da equipa técnica, Mário Soares assegurou que resta trabalhar com o grupo disponível. “Enquanto esses não estiverem, vamos trabalhar com os que estão presentes. Nós temos que ter competências para moldar a equipa, pô-la a jogar com a qualidade dos jogadores que nós temos aqui, e é isso que vai definir as ideias tácticas”, disse. Para inverter o quadro desfavorável e minimizar os efeitos decorrentes de uma possível não contratação das unidades solicitadas, Mário Soares apontou que terá de haver muito trabalho, o que considerou de dar “banho ao gato”. “Há que se efectuar muito trabalho. É como se diz, temos que dar \"banho ao gato\". Temos esperanças que essa garotada vai enquadrar-se naquilo que nós pretendemos e eles terão de dar conta do recado, porque nós, a equipa técnica, nos sentimos competentes para isso”.