Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Desportivo cede pontos no Ferrovirio

Benigno Narciso, no Lubango - 10 de Julho, 2017

O Desportivo da Hula foi incapaz de manter a sequncia de vitrias

Fotografia: Jornal dos Desportos

A actuar em casa e diante dos seus adeptos, a formação orientada tecnicamente por Mário Soares pagou pelos “desperdícios” motivados pela falta de eficácia na finalização para traduzir em golos as várias oportunidades criadas.

Kêmbwa, autor de dois golos dos três produzidos nas duas jornadas anteriores, e Yuri, os dois avançados destacados na frente de ataque, revelaram alguma falta de entrosamento.

Prova disso foi quando aos 09´, Yuri, após progressão individual e em posição privilegiada na grande área contrária, é “importunado” por Kêmbwa que, na ânsia de “apodera-se” do lance, enrola-se com o esférico e permite a recuperação da mesma pelos defensores da equipa orientada por David Dias.

Caracterizado por sinal mais para o Desportivo, o desafio foi pobre de emoção, espectacularidade e recortes técnicos de encher os olhos. A concorrer para este cenário, esteve a postura mais defensiva dos visitantes, que após a expulsão do médio História, por agressão, se viram obrigados a redobrar as cautelas no aspecto defensivo. Por isso, limitou-se a defender desde a expulsão, ainda na primeira parte do desafio.

Com a superioridade numérica no jogo, os militares da Região Sul apostaram em acções ofensivas de ataque continuado. Fruto disso, passaram a produzir ocasiões, algumas claras, para marcar.

Com os seus avançados em dia não, coube ao médio Bruno protagonizar o desperdício da tarde, quando aos 32´, pleno de oportunidade, diante da baliza e com o guarda-redes Lókwa, da Caála, batido, acertar a esférico no travessão, para o espanto e tristeza dos adeptos que já gritavam pelo golo.

Na segunda parte os dois técnicos efectuaram mexidas nas respectivas equipas. Contudo, a toada da contenda manteve-se. A formação huilana dominava e por isso chegava com maior frequência junto da área do adversário.

Tal como nos primeiros 45´, não tirou proveito do domínio.

Do outro, o conjunto que viajou da província do Huambo manteve fidelidade à sua postura. Neutralizou em algumas ocasiões as investidas ofensivas e noutras agradeceu a sorte e incapacidade de finalização dos avançados da equipa contrária.

Assim, o desafio terminou tal como começou com a 0-0 a prevalecer no placar. A árbitra Marximina Bernardo teve uma actuação positiva. Esteve bem fisicamente, condição que lhe permitiu seguir de perto as jogadas e ajuizar com precisão.

Disciplinarmente revelou justiça. A expulsão do médio História, do Recreativo da Caála, não sofre contestação, visto que o transgressor revelou conduta anti-desportiva ao agredir fisicamente o seu “adversário” colega de profissão.