Jornal dos Desportos

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Girabola

Desportivo com início trepidante

Morais Can?mua - 24 de Março, 2017

O CDH logrou vencer apenas dois jogos (menos três que o ano passado)

Fotografia: Jornal dos Desportos

A décima primeira posição que o Clube Desportivo da Huíla ocupa na tabela de classificação à entrada da oitava jornada do Girabola Zap 2017, contrasta com a posição dos militares da Região Sul na época passada.

Treinados na altura por Ivo Traça, a equipa a esta altura estava no honroso segundo lugar com 16 pontos, fruto de cinco vitórias, um empate e apenas uma derrota. Tinha dez golos marcados e cinco sofridos.

Com um aproveitamento de setenta por cento dos pontos, encontrava-se na tabela de classificação entre duas formação candidatas ao título, o 1º de Agosto na liderança com 18 e o Recreativo em terceiro com 14.

Comedido e consciente das limitações do seu plantel o técnico afirmou com humildade à imprensa, que não havia segredo nenhum na prestação fulgurante da sua equipa da e fez questão de sublinhar que, “sabemos que este lugar não é nosso, estamos apenas de passagem”, avaliou na altura.

Na verdade, o clube acabou arredado dos lugares cimeiros para a posição que melhor se enquadrava com os seus pergaminhos e estatuto, mas procurou fazer o seu “pé-de-meia” ainda na primeira volta, tendo terminado a temporada em 10º com 36 pontos.

Na presente época, no regresso de Mário Soares no comando da equipa o Desportivo à entrada da oitava jornada, ocupa a 11ª posição com apenas 7 pontos, menos 9 que a cifra do ano passado.

O CDH logrou vencer apenas dois jogos (menos três que o ano passado). Empatou uma, igualando número e perdeu por quatro vezes (o mesmo que a época finda). Apontou seis golos (menos 4) e sofreu 11 (mais 6).

Em termos de aproveitamento, a equipa de Mário Soares tem uma cifra mínima de trinta e três por cento, já que, dos 21 pontos possíveis conseguiu somar apenas 7.

A maior competitividade logo no arranque da época e também o difícil calendário inicial têm sido apontadas como as principais causas da prestação menos conseguida da equipa além das próprias dificuldades da actual conjuntura financeira.

Algumas fontes ligadas ao clube apontam que a par da sangria no final da época passada, com as saídas de atletas como Tchitchi (rumou para o Progresso da Lunda-Sul); Nandinho (Petro de Luanda); Cassinda (Kabuscorp do Palanca); Dani Traça (Sagrada Esperança da Lunda-Norte), só para citar estes que constituíam a espinha dorsal do conjunto e preponderantes na manobra competitiva da equipa.

Nesta temporada, as entradas dos camaroneses Emanuel Mbongó (ainda não jogou) e Cristian, Joãozinho, Mavambu e a promoção de alguns jovens ao escalão principal, parecem não terem dado ainda a consistência competitiva que a equipa treinada por Mário Soares precisa nesta fase do campeonato.


ESTA ÉPOCA
Calendário \'joga\' a desfavor


Depois de jogos sofríveis diante de adversários mais cotados nas primeiras jornadas da prova com destaque para o ASA, Kabuscorp do Palanca e o 1º de Agosto, o Desportivo não conseguiu diante de opositores considerados do seu campeonatos resultados satisfatórios.

Os militares da Região Sul venceram o JGM em casa, foram ao Huambo e perderam diante do Recreativo da Caála. Na difícil deslocação ao Lobito derrotaram Académica e contra todas as expectativas foram goleados no regresso a Benguela pelo 1º de Maio.

Na véspera da partida com os proletários, após a excelente exibição diante dos estudantes cogitava-se que havia chegado o momento de darem o salto que se impunha, já que o calendário inicial pouco terá ajudado para que o grémio conseguisse os resultados favoráveis que se impunha.

Na verdade, a vitória soberba conseguida no “buraco” diante num terreno bastante temido e adverso, pensou-se então que começava o “campeonato” do CDH.

Com os indicadores da equipa jornada após jornada, o plantel ganhava forma na competição em função de pré-temporada atribulada que teve sem os indispensáveis jogos de controlo efectuados.

Mário Soares tem procurado montar uma equipa capaz de ultrapassar as vicissitudes da competição, mas este desiderato não foi possível no jogo diante do 1º de Maio de Benguela, pontuável para a jornada sete, um jogo depois do triunfo diante da Académica do Lobito, curiosamente da mesma província.

Os militares da Região Sul acabaram derrotados por expressivos, 1-4, com um adversário directo, desfecho que surpreendeu tudo e todos.

Fontes ligadas ao clube alegam que factores estranhos terão contribuído para o desaire, mas o que é facto é que a equipa parece não ter reagido convenientemente com capacidade de manter o ciclo vitorioso, saindo facilmente do oitenta para o oito, numa prova em que a regularidade é sacramental.