Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Desportivo da Hula com a mesma prestao

Morais Canmua - 23 de Junho, 2016

Conjunto orientado por Ivo Traa teve um incio de poca impressionante mas depois claudicou

Fotografia: Santos Pedro

O Clube Desportivo da Huíla somou ao cabo da primeira volta do Girabola Zap, um ponto a mais em relação a performance alcançada no mesmo período do ano passado, em que terminou na 11º posição, mas com 17 pontos, fruto de quatro vitórias, cinco empates e seis derrotas, marcou 12 e sofreu 16 golos.

Depois de um arranque que surpreendeu pela positiva, o conjunto orientado por Ivo Traça não manteve a passada, e aos poucos cedeu pontos. Dos lugares cimeiros da prova, a alternar a primeira e a segunda posição, a equipa baixou nove degraus.

Na presente época, os militares da Região Sul, estão no mesmo posto. Se em termos de vitórias melhoraram cinco no total, o mesmo não pode dizer-se em relação aos empates, em que consentiram três repartições de pontos.

Quanto às derrotas, o único representante do Lubango na maior prova futebol nacional, foram impotentes para evitarem as sete derrotas, mais uma do que no ano passado. Os militares marcaram 13 golos e sofreram 18, um saldo negativo de cinco.

Dos 45 pontos possíveis, a equipa logrou 18 contra um a mais do que no campeonato passado. Um dado curioso, é que os números da época anterior e do presente campeonato, não diferem muito. A diferença é mínima, indicadores que demonstram o percurso desta formação.  

A julgar pelos números e a prestação do Desportivo, depreende-se que a equipa está no seu devido lugar, apesar de ter um arranque auspicioso que garantiu, na altura, ser apontada como a “equipa sensação”.

Os desaires caseiros, aliados a diminuição da força anímica na ponta final do primeiro turno, constituíram factores negativos que abalaram em demasia a marcha triunfal da equipa de Ivo Traça.

Como tem por objectivo principal, a manutenção entre os grandes do futebol nacional, a direcção do Clube Desportivo da Huíla reconhece as  limitações, aliás, algumas razões podem estar na base da súbita falta de rendimento competitivo, que afastou a odisseia de resultados positivos com que iniciou a prova.

Na época transacta, no final da primeira volta, estavam em 11º e tinha nas posições seguintes, a Académica do Lobito e Sporting de Cabinda com 16 pontos; o Asa, com 14 pontos; Domant F. C. e  oClube Recreativo da Caála nas duas últimas posições, com 13 e 12 pontos, respectivamente.

Entretanto, num esforço titânico, o CDH veio a fazer mais 22 pontos na segunda metade da competição, terminou em 7º lugar com 39 pontos, fruto de dez vitórias, nove empates, 11 derrotas, 24 golos marcados e 33 sofridos.

ÉPOCA 2016
Huilanos têm plantel equilibrado


O actual plantel do Desportivo da Huíla, em relação ao do ano passado, parece estar mais reforçado e deixa a equipa com mais opções, para alcançar os objectivo que persegue.
Do plantel passado saíram os médios ofensivos, Baby, Ruffin e Josy (cabo-verdiano), o atacante Emanuel Mbongó (camaronês), o lateral direito Sidney, atletas de maior relevância.
Para colmatar o vazio, a direcção apostou na contratação dos atacantes N’kembwa e Bebucho. Nos escalões de formação, o técnico Ivo Traça deu  voto de confiança aos jovens Mendes e Malamba, que estão a corresponder com as expectativas.

Contas feitas em termos de produtividade, o segredo do grémio do Lubango, eram os jogos em casa. A maior empatia com o público, sócios e simpatizantes nem sempre surtiu o efeito desejado. Na presente época, a equipa  mantém-se tímida, principalmente nos jogos no seu reduto.

A par de algumas dificuldades financeiras com que se debate, o Desportivo  pode tornar-se mais difícil, se a breve trecho não se injectarem incentivos que  galvanizem a força anímica que se impõe ao plantel, para a etapa derradeira da época .

Outro aspecto que  pode levantar, é sem dúvidas a desproporcionalidade que há no plantel, em termos de qualidade dos atletas. A título de exemplo, foi notória a ausência prolongada, por lesão, de Chiquinho e N’kembwa, dois atacantes com nomes firmados, que Ivo Traça não encontrou substitutos à altura das encomendas.

À dada altura, o técnico foi forçado adaptar no sector atacante, o médio Lito, porque nem Yuri nem Nandinho, tão pouco Chico Chicafa e Bebucho davam conta do recado. Mendes, o puto que este ano ascendeu ao escalão superior, deu algumas garantias, mas a ingenuidade e pouca rodagem competitiva, pesaram no desempenho.

Para a segunda metade da prova, muito se espera dos militares da Região Sul, cujo êxito tem apenas uma condição, procurar não comprometer nos jogos em casa.
MC