Jornal dos Desportos

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Girabola

Desportivo perde terreno na Cala

02 de Dezembro, 2019

Equipa de Mrio Soares foi impotente na visita ao CRC

Fotografia: Agostinho Narcso | Edies Novembro

Três vitórias, nenhuma dos visitantes, e o mesmo número de empates é o destaque da 13ª jornada, que fica completa apenas no dia 15 do corrente, com a disputa dos últimos dois jogos.
Numa ronda em que os quatro primeiros classificados não entraram em campo, devido os compromissos dos embaixadores angolanos nas Afrotaças, que por coincidência jogariam entre si, 1º de Agosto-Académica do Lobito e Petro de Luanda-Libolo, o destaque foi o empate consentido pelo Interclube, no 22 de Junho.
Os polícias que não conhecem o sabor da vitória desde a ronda seis  continuam sem autoridade diante dos seus oponentes. Hoje poucos ou quase ninguém teme a formação do Ministério do Interior. No 22 de Junho ou em qualquer outro Estádio, Ivo Campos e seus pupilos não estão com nada.
O Wiliete de Benguela, equipa repescada e que não teve uma pré-época à altura das exigências da competição, está a surpreender pela positiva. O ponto conquistado no Rocha Pinto foi simplesmente a confirmação do objectivo traçado para a deslocação a Luanda.
Quem continua de mal a pior é o 1º de Maio de Benguela e que provoca saudades dos proletários da década de 80 do século passado. No ano em que o "velho" Rui Araújo, uma referência e um nome respeitado nas lides do futebol nacional, assumiu a direcção do Clube da Rua Domingos do Ò, a equipa não encontra soluções para fugir da penúltima posição.
Na recepção ao Ferrovia do Huambo, adversário do seu campeonato, a formação orientada por Paulino Júnior não conseguiu melhor que um empate, resultado que não satisfaz os objectivos que perseguem, aliado ao facto do rival ser um dos concorrentes na manutenção.
O Desportivo da Huíla que espreitava o assalto a terceira posição, foi travado no Huambo pelo Clube Recreativo da Caála que conseguiu a primeira vitória, 1-0, no regresso de David Dias ao comando do CRC. Os militares da Região Sul que vêem alternando as exibições e, por conseguinte os resultados, viram gorados as suas pretensões.
No Estádio dos Eucaliptos, com a bênção de São Pedro, o Cuando Cubango FC depois de seis fracassos conseguiu, finalmente, regressar às vitórias. O triunfo de 3-0 frente ao Progresso Sambizanga caiu como uma prenda para o plantel que está a realizar uma época atípica, treinar numa província e jogar em outra na condição de anfitrião. Os sambilas que esta época só vivem de lamentações, somam mais um desaire.
O técnico Marcos Chivinda com uma missão quase que impossível clama pela padroeira Santa Rita para salvar a equipa que leva o seu nome. Fugir da posição em que se encontra tem sido uma luta titânica. Na recepção ao Sagrada Esperança voltaram a ceder pontos, ao empatarem a zero bola, resultado que compromete o sonho da continuidade ao lados melhores do futebol nacional.
O FC Bravos do Maquis voltou a sorrir em casa frente ao Sporting de Cabinda, vencendo por 1-0. Com bravura os maquisardes domaram os leões e relegaram os cabindenses para uma posição inferior. Numa relva sem qualidade em que todos os visitantes lamentam, o Estádio Mundunduleno continua a ser o santuário de Zeca Amaral e a sua armada. Não é por acaso que das cinco vitórias, quatro foram em casa.