Jornal dos Desportos

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Girabola

Desportivo prepara deslocação a Calulo

Benigno Narciso- Lubango - 05 de Maio, 2017

Equipa de Mário Soares admite favoritismo dos libolenses na deslocação a Calulo

Fotografia: Arão Martins | Edições Novembro

“Temos que trabalhar a pensar no Libolo porque é uma equipa com patamares muito mais altos do que a nossa, mas não perdendo de maneira nenhuma a essência do nosso plano de preparação definido para a equipa”, revelou Mário Soares, técnico principal do Desportivo da Huíla.

O treinador sublinhou que o plano definido pela equipa técnica tem dupla tarefa. Uma virada para as características de jogo do adversário e outra para o plano habitual definido com uma estratégia capaz de contrariar ao máximo os intentos do Recreativo do Libolo.

O timoneiro dos militares da Região Sul admite que será difícil pontuar no terreno de um adversário mais forte e favorito ao título, ainda assim espera fazer o seu melhor, incutindo na mente dos atletas que não existem vencedores antecipados.

“Estamos realmente a trabalhar a pensar no adversário, o que não implica renunciar a natureza própria do nosso trabalho para não perdermos de vista a nossa forma de jogar, porque se não vai ser muito mais difícil para nós”, reforçou.

Para incutir a capacidade de finalização aos seus atletas, que se revela de forma recorrente incapaz de converter em golos as inúmeras oportunidades que produz, Mário Soares incide, no relvado do estádio da Nossa Senhora do Monte, atenção no reforço e aperfeiçoamento das acções ofensivas.

A integração dos avançados Mbongó e Kêmbwa no leque dos disponíveis, juntando-se à Chiquinho, Beto e Yuri, eleva a concorrência no sector atacante, pelo que a “luta” entre os avançados em busca da auto-superação para convencerem a equipa técnica contribui para o alcance dos níveis de finalização desejados.

“Criamos muitas situações de golo, mas pecamos no toque final. O ataque está a falhar, por isso, temos que continuar a trabalhar muito e não podemos nos cansar. Estamos a unir o útil ao agradável, pois, a equipa joga bem e tem princípio de jogo, ideia concebida, mas falta o toque final e estamos a trabalhar para melhorar”, apontou o técnico.

A equipa afecta à Região Militar Sul trabalha de forma alternada entre o tapete relvado do estádio da Nossa Senhora do Monte e o do Clube Ferroviário da Huíla, maioritariamente em sessões únicas ao dia.