Jornal dos Desportos

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Girabola

Desportivo promete recuperao

Morais Canmua, no Lubango. - 16 de Junho, 2016

Militares da Regio Sul pretendem corrigir a m prestao das ltimas cinco jornadas da primeira volta

Fotografia: M. Machangongo

A direcção do Clube Desportivo da Huíla (CDH) tem as condições criadas para a equipa principal de futebol começar em grande, a segunda volta do Girabola Zap 2016, com arranque previsto a 9 de Julho, à semelhança do que aconteceu no início da competição, em que foi considerada equipa sensação, pelos excelentes resultados alcançados. A garantia foi dada ao Jornal dos Desportos, pelo director administrativo dos militares da Região Sul, Ezequías Domingos.

“Temos as condições criadas para entrar bem na segunda volta do campeonato”, disse o dirigente do CDH, que considera muito competitivo o Girabola Zap, mas ainda assim, diz que “temos os nossos objectivos, e esses, ainda não estão beliscados”.

Para Ezequías Domingos não há justificações possíveis, resultantes da baixa competitiva da equipa, na fase derradeira do primeiro turno.
 “É futebol. Talvez não estivéssemos preparados para tamanha responsabilidade”, argumentou.

A equipa do Desportivo da Huíla, nas cinco primeiras jornadas, chegou a liderar o Campeonato Nacional. Na altura, Ivo Traça disse que estavam “num lugar que não era nosso” e que segundo ele, “estamos a guardar os verdadeiros donos dos lugares cimeiros”.

Se por um lado, o discurso era feito de dentro para fora, no balneário, a palavra de ordem era outra. Tal postura, pode ter pesado no grupo que tem nas suas hostes alguns "meninos imaturos," e que podem acusado a responsabilidade de serem, durante várias jornadas, equipa sensação do campeonato. O peso foi tão grande que o grémio militar quase passou à equipa decepção, porque não manteve os níveis competitivos com que  iniciou a prova.

Apesar disso, Ezequías Domingos afirma que o número de pontos com que terminaram o primeiro turno, 18/11ª posição, “satisfaz”, embora como fez questão de sublinhar “sabe a pouco”, porque na sua perspectiva, “achamos que podíamos fazer um pouco mais”.

Os jogos com as equipas consideradas do seu campeonato, designadamente o 4 de Abril do Cuando Cubango, com quem jogou na 12ª jornada, Académica do Lobito, Progresso da Lunda Sul e Recreativo da Caála, nas rondas subsequentes, são na visão do dirigente militar, “para ganhar e aumentar a nossa margem de pontos”.

Nos referidos confrontos, aliado ao disputado com o Recreativo do Libolo, referente à 15ª jornada, o Desportivo da Huíla somou um ponto, dos 15 possíveis. Quer em casa, como fora, os rapazes de Ivo Traça não alegraram a massa associativa com triunfos.

PRIMEIRA VOLTA
Huilanos "caem" nos últimos jogos


A equipa do Clube Desportivo da Huíla, depois de um início em grande no Girabola Zap 2016, não manteva as boas exibições e resultados, a partir da oitava jornada, ou seja, com o empate caseiro com o Petro de Luanda, os militares das Região Sul começaram a claudicar.

Na nona jornada, viajou até Luanda e surpreendentemente caiu diante do Benfica local por 4-0. Na ronda seguinte, na condição de visitado, mas a actuar novamente na capital do país, por acordo com a direcção do 1º de Agosto, perdeu por 2-1, e para a 11ª jornada, em Menongue, empatar com o 4 de Abril do Cuando Cubango, treinado pelo categorizado João Machado.

De todos os resultados negativos, que fizemos referência, os que mais deixaram “doídos” e causado inconformismo nas hostes dos militares da Região Sul, foram as derrotas caseiras frente a Académica do Lobito por 2-1, na 12ª jornada, e diante do Recreativo da Caála por 3-1 para a 14ª ronda.

Ao cabo do primeiro turno do campeonato, os militares da Região Sul estão em 11º lugar com 18 pontos, fruto de cinco vitórias, três empates e sete derrotas. 
Deste modo, com o objectivo de inverter o quadro, o trabalho no Clube Desportivo da Huíla, depois de dez dias de folga, recomeçou na passada terça-feira dia em que o treinador Ivo Traça juntou os jogadores numa sessão físico -atlética para desentorpecimento.

Pequenas mazelas foram registadas, mas a serem debeladas ao longo da semana. Quer Chiwe, Elísio e Tchitchi, não recuperaram completamente das lesões que sofreram na partida disputada com o Recreativo da Caála. Ainda assim, segundo o fisioterapeuta João Jorge “Jojó”, “os atletas podem ser recuperados nos próximos dias”.

No reatamento do Girabola Zap, o Desportivo da Huíla viaja para o Dundo, ao encontro do Sagrada Esperança, equipa que venceram na primeira volta por 1-0. Apesar de saber que hoje a realidade competitiva dos planteis é totalmente diferente, Ivo Traça acredita que a sua equipa trabalha para  fazer um bom resultado.

CONSTATAÇÃO
Derrotas em casa
frustram adeptos


As derrotas diante das formações da Académica do Lobito e do Recreativo da Caála, ambas no Estádio do Ferroviário, no Lubango, foram as que mais provocaram insatisfação no seio dos adeptos e sócios do Clube Desportivo da Huíla, na primeira volta do Girabola Zap 2016.

A insatisfação dos huilanos tem alguma razão, porque dado o potencial dos adversários e o factor casa, muitos adeptos e não só de calculadora na mão, somavam seis pontos nas contas da equipa, que dava um grande impulso na tabela de classificação. Porém, no terreno, os militares da Região Sul manifestaram-se apáticos, com um futebol tosco e de pouca força anímica.

Interrogado se a falta de atitude na última fase do campeonato não tem a ver com questões relacionadas com falta de incentivos, nomeadamente, salários e prémios de jogos, o director administrativo do CDH, Ezequías Domingos, negou redondamente e alegou que “temos quase tudo em dia”, admitiu existir no entanto, “alguns prémios por honrar e que deve ser resolvido nos próximos dias”.

No seio da equipa reina a confiança de que tudo pode melhorar  e “os bons resultados voltem a aparecer”.
Ezequías Domingos mostrou confiança de que a equipa “terá um bom reinício”, não escondeu que os principais objectivos do Desportivo da Huíla “passam pela manutenção entre os grandes do futebol nacional”.

MC