Jornal dos Desportos

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Girabola

Desportivo reprova acusao aos rbitros

22 de Outubro, 2016

Desportivo reprova acusao aos rbitros

Fotografia: Jornal dos Desportos

A direcção do Clube Desportivo da Huíla (CDH), única representante da província no Girabola Zap 2016, desencoraja as manifestações de alguns clubes e agentes desportivos nacionais, em desacreditar ou colocar em causa, o bom nome e a imparcialidade dos árbitros nacionais.

Adriano Lopes, director de Marketing e Imagem, que expressou ontem, no Lubango, o posicionamento do clube, referiu que não é cultura do Desportivo fazer menção à “problemática” ligada ao desempenho da arbitragem, mas o desagrado resultante das abordagens que se multiplicam em alguns círculos desportivos e não só, sobre o trabalho dos juízes, suscitou o clube a apelar para ao respeito, ao bom nome, e honra que a lei confere aos juízes.

“Não é nossa cultura fazer menção ao desempenho da arbitragem. Mas estamos a ficar desagradados com o que se aborda em alguns círculos desportivos, e não só, sobre a leitura do desempenho dos árbitros. Aproveitamos para desencorajar aqueles que eventualmente têm estado com comportamentos menos bons, que têm estado a tentar desacreditar o desempenho das equipas de arbitragem, para que adoptem um comportamento urbano”, apelou.

O dirigente do clube afecto à Região Militar Sul apelou neste sentido, à necessidade  dos agentes desportivos e clubes nacionais evitarem a adopção de violência, quer seja verbal ou física  aos árbitros de futebol ou qualquer outro agente desportivo, que esteja envolvido na partida de futebol.

“Por isso, nós não devemos partir para acções de violência, quer sejam verbais ou físicas, dirigidas aos árbitros ou para qualquer um dos agentes desportivos que estiver envolvido numa partida de futebol”, reforçou Adriano Lopes.

Sensibilizou que no entender do clube, não se deve exigir que os árbitros sejam infalíveis, um entendimento que deve ser interiorizado por todos. Acrescentou que os juízes são tão humanos e por isso, propensos ao erro. Contudo, alertou que errar sempre no mesmo sentido, é que já deve ser condenado.

“Na nossa analogia, não podemos exigir que sejam infalíveis. São tão humanos como nós, têm essa capacidade de errar. Mas errar sempre na mesma senda, isso já seria condenável. Mas temos observado erros próprios de um ser humano, que podem ser reparados a nível de algumas partidas de futebol, e perfeitamente compreensíveis e reparáveis”, exteriorizou.