Jornal dos Desportos

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Girabola

Desportivo surpreende Kabuscorp

Morais Can?mua, no Lubango - 25 de Junho, 2017

O Kabuscorp do Palanca regressa do Lubango com a segunda derrota fora de casa bagagem

Fotografia: Santos Pedro

O Kabuscorp do Palanca voltou ontem a perder pontos diante de um adversário que não é do seu campeonato e pode começar a comprometer as aspirações traçadas para esta época.

Depois do empate caseiro na ronda passada na recepção a Académica do Lobito, os palanquinos consentiram a segunda derrota fora de casa na visita ao Desportivo da Huíla e começam a perder algum fôlego em relação aos outros candidatos.

O golo solitário de Kembwa, apontado aos 78’, confirmou o desejo manifestado pelo técnico Mário Soares que começa a segunda volta do Girabola com duas vitórias consecutivas. 

Os militares da Região Sul empenharam-se desde o início, procurando contrariar a tendência de favoritismo com que vinha revestido o seu adversário. A entrega, a determinação e a crença dos donos de casa acabaram por lhes conferir força anímica suficiente para triunfarem no jogo.

A posição dos palanquinos na tabela de classificação, terceiro com 33 pontos em contraste com a dos huilanos, no décimo primeiro lugar, com 16, mas nem por isso, em campo, isso ficou patente, nem tão pouco o favoritismo que à partida era atribuído aos forasteiros.

Aliás, a jogar em casa, foi o Desportivo que, de forma “atrevida”, tomou, no início, o comando das operações com incursões pelos flancos e cruzamentos sucessivos à área de baliza do guarda-redes Elber.  Os pupilos de Romeu Filemon procuravam sacudir a pressão de qualquer maneira, saindo para o contra-ataque. Exemplos claros aconteceram aos 7\' quando Kembwa poderia ter visado a baliza contrária. Aos 43’ Bonifácio, não soube aproveitar um cruzamento de Sidney ao fechar os olhos no momento exacto, cabeceando ao lado.

Faltava, na verdade, algum discernimento e eficácia ao ataque huilano que demonstrou, igualmente, pouca ambição ao não aproveitar a vantagem numérica na sequência da expulsão de Líbero, aos 23’ por acumulação de carolina amarela.

Em contrapartida, o Kabuscorp tentava equilibrar o rumo dos acontecimentos, mas Jacques e Lami manifestavam-se impotentes no ataque.

Na etapa complementar, os palanquinos entraram mais afoitos procurando resolver o jogo nos primeiros instantes a procura do golo da igualdade.

Ante a disposição contrária, os huilanos adoptaram a estratégia de ripostarem em contra-ataque, tirando agora proveito da vantagem numérica. Foi precisamente numa dessas jogadas que Kembwa, ao aproveitar uma confusão na área, driblou um contrário e atirou a contar, decorriam então 78’.

A partir daí o Kabuscorp do Palanca tentou remar contra a maré. Romeu Filemon ainda colocou em campo Fundo Martins que se juntou a Lami e Jacques, mas sem criarem situações de grande perigo.

A pressão era feita de forma atabalhoada o que criava descompensação a nível do meio campo e a zona defensiva. Faltou discernimento e inteligência dos donos de casa que em várias ocasiões tiveram oportunidades de golo iminente.

O árbitro Rodrigues Aleixo, com um e outro erro, acabou por fazer um trabalho a altura do desafio embora com algum excesso de zelo na mostragem de cartões amarelos e no julgamento de alguns lances.


OPINIÃO DOS TÉCNICOS

CDH
Mário Soares

“NO APROVEITAR ESTÁ O GANHO”.

Ganhámos bem o jogo e parabenizo a minha rapaziada por tudo que fez ao longo da partida, pois, trabalhamos bem e cumpriram o plano de jogo. Obrigamos o Kabuscorp a errar e aproveitamos para marcar o golo que ditou a nossa vitória, ou seja, no aproveitar está o ganho.

KABUSCORP
Quim Manuel

“NÃO CONSEGUIMOS MARCAR”.

Foi um jogo difícil em que não conseguimos marcar nenhum golo. Criamos várias oportunidades, mas fomos perdulários. O nosso adversário foi à nossa baliza e marcou. Só nos podemos queixar de nós próprios. Vamos continuar a trabalhar para que os resultados positivos surjam nas próximas jornadas.