Jornal dos Desportos

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Girabola

Diawara dá vitória ao Libolo

Avelino Umba - 26 de Agosto, 2017

Libolenses tiveram muitas oportunidades para golear na abertura da jornada

Fotografia: Paulo Mulaza

O golo solitário de Diawara, marcado aos 90´, coroou os três pontos conseguidos pelo Recreativo do Libolo no embate de ontem, nos Coqueiros, diante do ASA, na abertura da 22ª jornada do Girabola Zap. Ainda que os aviadores tenham lutado bastante em busca do tento que lhe garantisse a vitória, o certo mesmo é que os libolenses fizeram por merecer o triunfo.

A primeira parte foi marcado pelo equilíbrio. Cedo as duas equipas procuravam chegar com perigo à baliza do adversário, realce para os visitados que em muitas ocasiões esteve perto do golo, não fosse a falta de  discernimento de alguns jogadores na hora da finalização, em alguns casos, e noutros pelas excelentes intervenções do guarda-redes Landu.

O primeiro grande momento do jogo aconteceu aos 10´, num remate forte de um jogador aviador que foi às costas de Kaya. Os aviadores pediram penálti, alegando que a bola tinha batido na mão, um pedido que não foi aceite pelo árbitro da partida. Apesar disso, os forasteiros mostraram que não estavam em campo para ver o adversário jogar e na passagem do minuto 16, Diawara, numa jogada individual, desferiu um forte remate que obrigou o guarda-redes aviador a afastar para cima da baliza.

O segundo tempo acabou por ser melhor jogado do que o primeiro. Os libolenses entraram melhor com Figo a levar ao delírio o pouco público presente no estádio, quando, aos 50´, rematou forte para defesa de Maguete. Um minuto depois, o inconformado Figo voltou a ameaçar a baliza de Maguete, desta vez com a bola a beijar o poste esquerdo da baliza aviadora.  O ASA respondeu em pouco tempo pela mesma moeda em três oportunidades claras de golos. O Libolo procurava, a todo custo, tirar proveito das falhas defensivas do adversário, impondo o seu futebol, porém, o ASA não se deixava intimidar, embora em alguns momentos o jogo tenha inclinado a favor dos de Calulo.

Os aviadores tiveram momentos de muita sorte, pois o Libolo, principalmente Figo, teve excelentes situações para tirar o zero do marcador, porém, os seus jogadores fartavam-se de falhar, as bolas eram defendidas ou levavam direcção errada.

Mas como \"água mole em pedra dura, tanto bate até que fura\", o minuto 90 acabou por ser de glória para o Libolo e fatal para o ASA, quando o influente Nandinho cruzou para Diawara que não teve dificuldades para mandar a bola de cabeça, de cima para baixo, sem hipóteses de defesa de Magueti. Estava ditada a sentença no jogo.

O árbitro José Chitumba, apesar de não ter influência no resultado, realizou um trabalho sem nível. Demonstrou muita fragilidade nos capitulo técnico e disciplinar. O mesmo não se pode dizer dos assistentes Júlio da Silva Lemos e Ivanildo Lopes