Jornal dos Desportos

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Girabola

Dinheiro condiciona abertura das "oficinas"

Jlio Gaiano - 15 de Setembro, 2018

Estudantes do Lobito sem meios financeiros para

Fotografia: Jornal dos Desportos

A direcção da Académica do Lobito condiciona a abertura das oficinas, com vista à próxima época futebolística que arranca a 27 de Outubro, com a garantia dos apoios financeiros prometidos pelas entidades competentes da província (e não só), dissipada  a confiança que se nutria relativamente à patrocinadora oficial, Esso Exploration Angola/Sonangol, E.P, segundo o presidente do clube, Luís Borges.
De acordo com o presidente da agremiação desportiva lobitanga, do ponto de vista administrativo, ainda não há condições para  projectar o arranque dos trabalhos da pré-temporada. Ou seja, o clube não dispõe de verba para o efeito. O clube acumulou avultadas somas em dinheiro (deve cerca 300 milhões de kwanzas), que o coloca numa situação periclitante, que periga o seu futuro na competição que se avizinha.
”Em função das avultadas somas que contraímos de pessoas amigas, julgamos desnecessário participar  no próximo Girabola Zap, sem que haja garantias de saldar as dívidas que contraímos. Somos um clube sério,  comprometido com a responsabilidade que nos confere. O clube não tem dinheiro para pagar o que deve e não pode correr riscos desnecessários. Estamos convictos que a decisão está tomada e não tem recuo, infelizmente”, afirmou.
O presidente da Académica Petróleos do Lobito revelou, que por questão de princípios e valores não desistiu a meio da competição transacta,  porque imperaram  princípios no seio do colectivo. Por isso, em concertação com os membros da direcção e associados, julgou-se inoportuno correr riscos similares. Ou seja, enquanto não surgirem valores não vão mais sacrificar os atletas, técnicos e demais pessoal integrantes do plantel, sem as devidas compensações.
“Para a tristeza de todos nós (lobitangas), a equipa sénior da Académica está na iminência de ser extinta, para desagrado do município, em particular, e da província, geral”, prognosticou o presidente do clube mais representativo do município ferroportuária do Lobito.
No último encontro realizado com os associados, o presidente Luís Borges tinha avançado a hipótese da Académica do Lobito não participar do Girabola Zap 2018/19. Segundo ele, a direcção acumulou um passivo de cerca de 300 milhões de kwanzas. Da Esso Exploration -Angola/Sonangol, espera receber cerca de 130 milhões, insuficientes para cobrir as despesas orçamentadas pela direcção, que precisa no mínimo de 250 milhões, para a participação da equipa no campeonato nacional,  sem sobressaltos.
No entanto, sensibilizada com a situação, o administrador municipal, Nelson da Conceição, prometeu apoio institucional de forma a minimizar o problema. Convidou, por isso, a sociedade lobitanga a juntar-se aos esforços empreendidos pela direcção da Académica do Lobito.

CRISE NOS LOBITANGAS
Direcção \"liberta\" atletas e técnicos

A critica situação financeira que a direcção da Académica Petróleos Clube do Lobito atravessa, resultante da não disponibilização da verba anual, por parte do seu patrocinador oficial, Esso Exploration Angola/Sonangol, E.P,  começou a provocar estragos nas hostes dos estudantes, cuja equipa sénior registou uma excelente prestação no último Girabola Zap, ficou em 5º lugar, sob comando de Rui Garcia.
Tal realidade fez com a direcção cessasse o vínculo contratual com a equipa técnica e jogadores, deixando-os livres de assinar com qualquer clube interessado nos seus préstimos.
O Jornal dos Desportos apurou, que alguns  estão em negociação avançadas com determinadas agremiações da primeira divisão, casos de Ndulu e Zebedeu, atletas que podem transferir-se para o Clube Desportivo da Huíla (CDH), enquanto que Lourenço é dado como certo no Sagrada Esperança e Cláudio, no Kabuscorp do Palanca.
As saídas de destaque são as de Germano, Vander e Joka, pretendidos pelo FC Bravos do Maquis, de Projecto, Milambo e Lelas para o Recreativo da Caála.
 Na senda de “garimpar” sem custos, o Atlético Sport Aviação (ASA) “não dorme”. Os aviadores regressam à primeira divisão, depois de uma no de ausência, negoceia a contratação de Johnson, Kapita, Lindala, GTI, Kambi e Jiresse.
O avançado Jiresse que já jogou pelo Petro de Luanda e pelo 1º de Agosto, também é pretendido pelo Sporting de Cabinda e pelo Bikuku FC da Lunda - Sul, que pode juntar nas suas hostes, História, Bocas e Cláudio, apesar deste último ser dado como certo na formação do Palanca.