Jornal dos Desportos

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Girabola

Digenes d nota zero aos estudantes

Jorge Neto - 18 de Julho, 2016

Petrolferos tiveram que ser fortes para suplantarem os lobitangas ontem noite no estdio 11 de Novembro

Fotografia: Paulo Mulaza

A equipa do Petro de Luanda teve de sofrer pra levar de vencida a formação da Académica do Lobito. A cabeçada certeira de Diógenes, aos 65´, ditou o resultado final da partida. O técnico Beto Bianchi ganhou o jogo nas alterações que fez, pois os jovens jogadores corresponderam de forma positiva a aposta.

Os estudantes entraram para o desafio com a lição bem estudada, procuraram retirar os espaços à equipa da casa e dando uma resposta rápida em contra-ataque, uma atitude que deixou em alerta a formação orientada por Beto Bianchi, na mediada em que o tempo passava e as dificuldades aumentavam.

O técnico António Lopes “Chiby” usou a sua experiência para utilizar um sistema de jogo que procurava ofuscar os médios adversários, contrapondo com uma zona intermédia povoada, procurando conquistar pelo menos um ponto na deslocação à capital do país.

Na equipa do Petro de Luanda faltou mais intervenção da parte de Job e Manguxi nas alas, pois sentiram a pressão dos opositores, mas Azulão mostrou um grande inconformismo no ataque petrolífero, apresentando-se como o jogador mais irrequieto, lutando contra os defensores da formação lobitanga.

A jogar em casa, os tricolores tinham de fazer muito mais para derrubar a bem arrumada equipa da Académica do Lobito, que soube disputar o jogo pelo jogo sem nenhuma inferioridade, apesar de em algumas fases do duelo terem dado a iniciativa do jogo aos pupilos de Beto Bianchi.

Contudo, até ao intervalo a formação do Catetão não conseguiu inverter o quadro e acabaram por adiar todas as decisões para o segundo tempo, naquilo que se tornou um resultado justo pelo que fizeram os pupilos de "Chiby".

No reatamento Beto Bianchi não perdeu tempo e mexeu logo no xadrez do seu conjunto, tirou o brasileiro Azulão, que ainda está a se ambientar à equipa, lançando o jovem Carlinhos que trouxe uma lufada de ar fresco ao jogo tricolor.

Jiresse cheirou o golo aos 60´,  com uma cabeçada que falhou por pouco o alvo, com o guarda-redes Fani e os centrais já batidos. O avançado congolês trabalhou bastante em busca do golo, mas faltava alguma sorte. A fragilidade no jogo-aéreo evidenciada pelos estudantes fez os petrolíferos apostar nos cruzamentos para a grande área. Isso resultou em ganho, pois, aos 65´, Diógenes, de cabeça, deu a vantagem à equipa tricolor, na primeira vez que tocou na bola.

Já nos minutos finais, a Académica do Lobito esteve perto de marcar, mas Chabala rematou para a defesa segura de Gelson.

O árbitro José Maxi rubricou uma actuação regular, sem influência no resultadofinal. Acompanhou as jogadas de perto, embora tenha ficado por admoestar com o cartão amarelo, principalmente aos jogadores do Petro de Luanda, que travavam em falta, por vezes duras, os adversários para não explorarem o contra-ataque.

OPINIÕES

Beto Bianchi (Petro)
“Fomos a melhor equipa”
- “Fomos a melhor a equipa no jogo. Jogámos o nosso futebol, sabíamos que o adversário iria nos criar complicações, mas não desistimos e fomos atrás da vitória. Os meus jogadores estão de parabéns pela exibição, mas acredito que podíamos ter feito um resultado mais dilatado, se aproveitássemos as ocasiões que estiveram ao nosso dispor. O mais importante são os três pontos e cumprimos com o nosso objectivo neste jogo”.


António Lopes (Académica)
“Cometemos um erro” -
“Penso que o jogo foi aquilo que prevíamos. Sabíamos que o Petro iria vir para cima de nós, mas conseguimos retirar os espaços aos seus jogadores, sobretudo no primeiro tempo, onde estivemos melhor. Fizemos um bom jogo, mas infelizmente cometemos um erro defensivo e ditou a nossa derrota. Podíamos também ter marcado pelo menos um golo e caso acontecesse as coisas seriam diferentes”.