Jornal dos Desportos

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Girabola

Direco confirma dvida com atletas

08 de Julho, 2018

O presidente do FC Bravos do Maquis do Moxico, Manuel Augusto Quitadica “Docas”, confirmou ontem, na cidade do Luena, que o clube tem dívida de seis meses com os jogadores, equipa técnica e funcionários administrativos.
Reagindo às declarações do técnico principal da equipa de futebol, Zeca Amaral, sobre a possibilidade dos atletas paralisarem as suas actividades em virtude dos atrasos salariais, o responsável, sem avançar à Angop o montante da dívida, apontou que na presente época desportiva o clube deve três meses à equipa técnica, funcionários administrativos e parte do plantel.
Está em falta igualmente a liquidação de três meses da época anterior (2017) de todos trabalhadores do clube (jogadores, equipa técnica e funcionários administrativos).
Explicou que o baixo orçamento que o clube recebe do seu patrocinador oficial, a SODIAM, avaliado em trinta e dois milhões de Kwanzas mensal, por vezes de forma irregular, tem condicionado a gestão da equipa.
Informou que para suportar todas as despesas, que passa pelo pagamento de salário, alimentação, viagem e hospedagem, o clube necessitaria, mensalmente, de pelo menos sessenta e oito milhões de kwanzas mensalmente.
Apesar da crise financeira que o clube enfrenta, o presidente da única equipa que representa a província do Moxico no Girabola pediu calma à massa associativa, garantindo que o grupo vai continuar a lutar com o objectivo traçado, que passa pela manutenção na maior competição futebolística do país.
De acordo com o presidente Docas, a direcção do clube já remeteu o dossier ao Governo provincial, para intervir, como intermediário, junto do patrocinador, para a liquidação da dívida.
O treinador principal do FC Bravos do Maquis do Moxico, Zeca Amaral, advertiu que a equipa poderá entrar, a qualquer altura, numa situação “catastrófica”, por falta de pagamento de salários.
Falando à imprensa, revelou que actualmente a equipa está numa fase de sobrevivência e caso a situação se prolongar poderão paralisar as suas actividades.
 “Nós somos profissionais de futebol, há aqui a necessidade imediata de se pôr cobro a essa situação”, desabafou o técnico.
No início da primeira volta do campeonato, o governador da província do Moxico, Gonçalves Muandumba, havia afirmado à Angop que a situação financeira do FC Bravos do Maquis para a presente época estava assegurada.
O governante disse na altura existir uma má gestão dos recursos financeiros disponibilizados à equipa, por parte da direcção do clube.
O FC Bravos do Maquis, vencedor da Taça de Angola em futebol em 2015, vive problemas financeiros desde 2015, ano em que baixou de divisão, depois do antigo patrocinador, Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (CSS/FAA), desfazer-se de tais responsabilidades que exercia durante 11 anos.
Após a equipa do Moxico regressar em 2017 ao campeonato nacional, a SODIAM, subsidiária da ENDIAMA E.P, passou a assumir os encargos financeiros, entretanto, de forma irregular