Jornal dos Desportos

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Girabola

Doutor Lami resolve

Paulo Caculo - 18 de Março, 2017

Kabuscorp a imprimiu enorme pressão as suas jogadas e o Petro respondendo quanto basta

Fotografia: Jornal dos Desportos

Um jogo intenso, de cortar a respiração, três belos golos e 90 minutos de bom futebol, resume em pleno a história do jogo travado ontem, no estádio 11 de Novembro, entre Kabuscorp do Palanca e Petro de Luanda, em jogo referente ao prosseguimento da 6ª jornada do Girabola Zap.

A contenda entre palanquinos e tricolores começou de rompante e, é bom que se diga, resultou numa excelente propaganda ao futebol angolano.Porquê?

Porque as duas equipas entraram de\" peito aberto\" e facto que ajudou a proporcionar um desafio bonito, frenético e disputadíssimo, sobretudo no meio campo.

Pertenceu ao Kabuscorp a primeira grande situação de golo da partida, mas o avançado Jaques direccionado mal a bola.

Tal situação deixou claro o melhor ímpeto ofensivo espelhado pelo Kabuscorp  que, aproveitando muito bem as brechas entregues pelo adversário nos seus sectores mais recuados, não teve cerimónias em inaugurar o marcador, decorrido apenas 12 minutos, por intermédio do insistente Jaques, que aproveitou muito o seu potencial drible para abrir vias e...acesso à baliza de Gerson.

A perder, por 1-0, os tricolores quiseram ripostar. O conjunto do Eixo aviário mostrava sempre força colectiva e capacidade ofensiva para inverter a tendência de jogo e era quase sempre com jogadas de belo efeito, com arte e engenho ao ataque que a equipa de Beto Bianchi chegava com grande perigo junto à baliza contrária para na hora da finalização desferir o golpe fatal.

A verdade é que após insistentes jogadas, o Petro acabaria mesmo por chegar ao golo, por intermédio do inevitável Tiago Azulão, aos 34 minutos. O golo foi uma consequência natural da acção demolidora evidenciada pelos tricolores a passagem da primeira meia hora de jogo.

O golo do Petro veio espevitar ainda mais o jogo, que ganhou maior interesse, com a bola a rondar constantemente ambas as balizas e com a divisão da bola e da posse do esférico a ser a nota predominante em quase todo a partida. Como prova disso, próximo do intervalo, fruto de uma demonstração de força espelhada pelas duas equipas, o empate podia ser desfeito.

REATAMENTO
A segunda parte foi um paradigma da etapa inicial, com o Kabuscorp a imprimir enorme pressão as suas jogadas e o Petro respondendo quanto basta, à mesma dimensão aos \"insultos\" do adversário. Tal postura acabou premiando as duas equipas e valorizando o espectáculo.

Fruto desta atitude, acabou sendo com alguma naturalidade que a equipa do Palanca, fruto da melhor atitude, chegou ao segundo golo, por intermédio de Lami, na sequência de uma jogada muito bem ensaiada e finalizada pelo mediático médio dos palanquinos.

O golo veio espevitar ainda mais o jogo e provocar um desfecho dramático. O Petro continuou a acreditar ainda mais que podia empatar a partida, enquanto o Kabuscorp sentia que tinha força colectiva e qualidade competitiva para dilatar a vantagem.

Os últimos  quatro minutos concedidos pelo árbitro até chegaram a conferir a alguma esperança aos tricolores em chegarem ao empate, mas o facto é que quando Romeu Filemon tirou Amaro e fez entrar Chico Caputo percebeu-se que o Kabuscorp tinha como estratégia fechar todas as vias de acesso à sua baliza.