Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Dragan muda nota do clássico

Betumeleano Ferr?o - 12 de Setembro, 2017

Treinador militar iguala Carlos Queirós em termos de vitórias (5) nos duelos com os tricolores para o campeonato nacional

Fotografia: Jornal dos Desportos/ Edições Novembro

O magro resultado de 1-0, do 1º de Agosto sobre o Petro de Luanda, permitiu a Dragan Jovic matar dois coelhos de uma só cajadada, isto é, com a uma vitória igualou Carlos Queirós, como o técnico mais vitorioso do clássico, ambos têm cinco triunfos. Para além disso, o bósnio bateu o seu próprio recorde, é o primeiro e único na história que teve o privilégio de ganhar, pelo menos um jogo, em todas as épocas em que esteve no jogo dos jogos do campeonato nacional.

O mais vencedor de clássicos da história do 1º de Agosto, Dragan Jovic tornou realidade a ditadura militar sobre o rival tricolor. O domínio rubro -negro, sobre o Petro de Luanda, é sustentado por números avassaladores, ou seja, em 8 jogos o bósnio venceu 5, empatou 2 e perdeu apenas  um jogo.

O despique entre o 1º de Agosto e o Petro de Luanda registava o maior equilíbrio de todos os tempos, com triunfos alternados. A tendência começou em 2011, e parecia ter pernas para andar até que o inesperado aconteceu em 2014. Daúto Faquirá foi substituído, quase no meio da primeira volta, por Dragan Jovic, uma troca que resultou em pleno, pelo menos nos confrontos com o rival, pois pela primeira vez, os militares  dominaram o Petro de Luanda, como nunca antes na história.

Quando Jovic assumiu o comando técnico, os tricolores detinham uma confortável supremacia (30-18) no confronto com os militares. Num ápice, o 1º de Agosto alcançou vitórias em temporadas consecutivas, reduziu a margem do rival. Nesse momento, o clássico regista 31-23, o que significa que a diferença que era de 12, quando o técnico se estreou, agora é de 8 vitórias.

Com o bósnio, de 54 anos de idade, ao comando técnico o 1º de Agosto, desatou todos os nós, feitos pelo Petro de Luanda. A tal estrelinha da sorte, que acompanha os audazes, agora, parece que conduz os militares sempre que têm de jogar o único clássico do futebol angolano, pois, até em inferioridade numérica, ou em jogadas que aparentam  inofensivas, a equipa marca para vencer.

Até quando, o Dragan vai expelir fogo para queimar os tricolores, é uma questão que o tempo vai responder, pois, o treinador aparenta fadado para permanecer na história do clássico, pelos melhores motivos. Mesmo que não tenha oportunidade de igualar o registo de vitórias em anos seguidos, que pertence aos tricolores, durou de 1986-1991, pelo menos é o único que mais próximo fica da marca, pois já vai em 4 consecutivas.

Para estabelecer o recorde de 5 vitórias, no clássico, marca igualada agora, por Dragan Jovic, o angolano Carlos Queirós também beneficiou de algumas adversidades. Foi assim, que se estreou em grande estilo com o famoso 6-0, em 1988, quando substituiu de maneira interina, António Clemente, que estava no Brasil, ele aplicou dose dupla em 1989, 3-0 e 1-0, quando conquistou o primeiro dos dois títulos da carreira.

CENTRAL AGOSTINO
Bobó decide pela segunda vez


O defesa-central Bobó, do 1º de Agosto, marcou o terceiro golo no Girabola Zap 2017 foi o segundo jogo em que decidiu o resultado a favor do campeão nacional, e que colocou os rubro-negros na liderança da competição. O golo apontado pelo congolês democrático no clássico disputado no domingo, no Estádio 11 de Novembro diante do Petro de Luanda, confirmou mais uma vez a apetência do jogador à baliza adversária.

Foi no segundo tempo, que do seu pé esquerdo saiu o remate que coroou o cruzamento magistral de Buá, na ala esquerda. Contratado este ano ao Kabuscorp do Palanca, Bobó é o jogador mais utilizado pelo técnico bósnio Dragan Jovic, ou seja, o totalista da equipa nos desafios que os rubro-negros disputaram na presente época, desde a Supertaça, eliminatórias de acesso à Liga dos Clubes Campeões, Girabola Zap e Taça de Angola.

Como o jogador mais utilizado, Bobó alterna a dupla de centrais, com o capitão Dany Massunguna e Sargento, tal como aconteceu na jornada anterior ao clássico, no empate 1-1 frente ao Santa Rita de Cássia. O camisola 4 marcou o primeiro golo na 4ª jornada, na vitória sobre a formação da Académica do Lobito, por 2-0, em que apontou o tento inaugural que garantiu o triunfo.

Voltou a finalizar na 16ª ronda, na goleada por 4-0 sobre a equipa do JGM do Huambo, seguindo Geraldo (duas vezes) e antecedeu a Guelor. Na lista dos melhores marcadores do 1º de Agosto, o defesa-central aparece com os mesmos três golos de Guelor e Nelson da Luz, somente atrás de Vado (quatro), Geraldo (seis) e Rambé (onze).                                  
JN