Jornal dos Desportos

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Girabola

Empate de campees

Paulo Caculo - 03 de Março, 2016

O empate bem ajustado ao que tudo aconteceu ao longo dos 90 minutos

Fotografia: Jos Cola

A história do jogo entre Kabuscorp e Libolo produziu, além de um resultado (1-1) justo, uma boa propaganda ao futebol. Assistiu-se a um jogo intenso, dinâmico e com divisão de posse de bola e ocasiões de golo. O empate ajusta-se perfeitamente ao que tudo aconteceu ao longo dos 90 minutos regulares.

A jogar fora de casa, mas na condição de visitado, o conjunto de Calulo começou o jogo algo sonolento, a dormir e quando deu por si já perdia por 1-0, na sequência do golo madrugador de Magola, aos 49 segundos, numa nota artística de belo efeito, a seguir a um cruzamento milimétrico de Mussumari.

O golo veio confirmar um começo de jogo de rompante da equipa do Palanca que, nos minutos seguintes, tomou conta da partida e assumiu o domínio territorial da contenda. A verdade é que os adeptos prognosticavam, nessa altura, que o Kabuscorp fosse submeter o Libolo a intensos e longos períodos de sufoco. Mas, debalde!
O facto é que a equipa de Calulo nem por isso abanou com o golo sofrido, ou melhor, tremeu, mas não caiu.

O conjunto de João Paulo Costa se manteve "vivo" no jogo e, como prova isso, Dário, aos 10', deu o primeiro sinal de que mais havia por se assistir do Libolo nos minutos subsequentes. O remate do camisola 20 do campeão nacional testou muito bem os reflexos de Mário, que teve de aplicar-se para não ser visado.

Era, verdade seja dita, o testemunhar da subida de rendimento do Libolo. A equipa de Calulo equilibrou a contenda e foi bonito de ver a forma clara e sem complexos, como trocava a bola e abria espaços para criar perigo em zonas nevrálgicas do meio campo do Kabuscorp. E fruto deste estado de coisas, acabou sendo com alguma naturalidade que o campeão nacional chegou ao golo, aos 36', por intermédio do suspeito de sempre Luiz Phellype, perante a passividade da defesa dos palanquinos.

O golo do Libolo veio intensificar ainda mais a enorme disputa que já se assistia no relvado, com as duas equipas a lutarem muito pela posse da bola, num constante ora ataco eu, ora atacas tu, com o árbitro Romualdo Baltazar também a ser obrigado a entrar nas jogadas para serenar os ânimos.

A segunda parte trouxe duas equipas muito mais dinâmicas, a imprimir maior velocidade as respectivas jogadas. Mas, tal como na etapa inicial, viria a pertencer novamente ao Kabuscorp a iniciativa de posse de bola, com o Libolo a encontrar quase sempre uma pronta resposta a pressão exercida pelo adversário luandense nesse período.

Com o jogo a decorrer de forma aberta e com as duas equipas a dividirem a posse de bola e a criação de jogadas de golo, apenas o cansaço acusado por ambos os conjuntos veio baixar alguma qualidade e intensidade ao jogo. Quer Miller Gomes como João Paulo Costa ousaram mexer nas equipas, mas pouco ou quase nada ajudaram a trazer de novo os jogadores chamados a entrar nos minutos derradeiros da partida.

Apesar de nunca perderem o foco pela baliza, os últimos quinze minutos dado a ver por Kabuscorp e Libolo foi de duas equipas quebradas de tanto andarem a correr na busca incessante e desenfreada pelo golo ao longo de todo o jogo. Houve momentos em que faltava calma e serenidade necessária para os ataques concretizarem com êxito as jogadas.

Luiz implacável !
Ao cabo do quarto jogo, está época com a camisola do Libolo, o avançado brasileiro conseguiu, se dúvidas ainda houvessem, provar claramente que é uma grande contratação. Luiz Phillype começa a habituar-se a deixar os adeptos tranquilos em relação a sua pessoa e a sua qualidade enquanto atacante. O jogador não sabe jogar mal, ou melhor, sabe corresponder com as expectativas, razão pela qual voltou a não deixar os seus créditos em mãos alheias, ao salvar o Libolo de uma eventual derrota.

ARBITRAGEM
Baltazar em bom nível


O trio de arbitragem encabeçado por Romualdo Baltazar teve uma tarde de intenso trabalho. A grande dinâmica imprimirão ao jogo pelas duas equipas obrigou ao árbitro força física para se manter sempre por cima das jogadas. De igual modo os auxiliares Gerson Emiliano e Tanislau Guedes tiveram de mostrar trabalhocorrer à cartolina.