Jornal dos Desportos

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Girabola

Empate e chuva de golos

Jorge Neto - 17 de Janeiro, 2019

O desafio comeou electrizante onde os golos surgiram cedo, com os diamantferos adiantarem-se logo aos 8 minutos

Fotografia: Paulo Mulaza

Foi uma tarde onde a teorica superioridade do 1º de Agosto foi ofuscada: os militares foram travados pelo Sagrada Esperança da Lunda Norte, com um empate a três golos, num desafio que agradou a todos que se deslocaram ontem ao estádio 11 de Novembro e aos que assistiram à distância.
O desafio começou electrizante, pois os golos surgiram cedo. Os diamantíferos adiantaram-se logo aos 8 minutos, por intermédio de uma \"cavalgada\" de Jiresse que bateu os centrais e, diante de Tony Cabaça, atirou a contar, com alguma sorte, pois o guarda-redes militar introduziu, sem querer, a bola na sua baliza. A resposta não tardou e os agostinos igualaram um minuto depois, aos 9´através de Ary Papel que finalizou uma assistência de Buá.
Deste modo, estava desfeita a inviolabilidade da baliza dos tri-campeões nacionais esta época, no décimo primeiro jogo, ainda tem um em atraso com o arqui-rival, Petro de Luanda.  
A formação orientada por Dragan Jovic não contou com os préstimos do capitão e defesa central Dany Massunguna, que recupera de uma lesão, contraída na jornada anterior frente ao Recreativo da Caála, talvez se justifique os desacertos no centro da defesa.
Os dois conjuntos queriam mais e apostaram no ataque, sendo que o 1º de Agosto criava mais situações de perigo à baliza defendida por JB. O jogo decorria num ritmo frenético, onde o golo podia surgir a qualquer momento. E tal aconteceu aos 24´ com um auto-golo do central Djó, que tentava impedir que a bola chegasse aos pés de Ary Papel, após um cruzamento de Show.
Pela primeira vez no desafio os militares lideravam o marcador, mas os diamantíferos não cruzaram os braços e procuravam chegar com perigo a baliza de Tony Cabaça, com os militares a apostarem no contra-ataque para surpreender o último reduto adversário.
Do lado dos rubro e negros Ary Papel, Buá e Paizo destacaram-se no primeiro tempo, enquanto do lado contrário Jiresse, Almeida, Mussa e JB deram nas vistas. Já no período de compensação aos 45+2´ surge novamente Jiresse, o carrasco dos militares, para igualar o marcador. 
No segundo tempo, as equipas regressaram com o mesmo onze e mostraram a mesma atitude, mas foram os visitantes a criar o primeiro perigo por intermédio de Jiresse, que foi travado por Tony Cabaça. Os \"lundas\" foram de igual para igual com os tri-campeões.
Todavia, os militares voltaram a adiantar-se no placar com assinatura de Mongo aos 68´, na marcação de um livre directo, depois fez o poste estremecer levando o perigo para o último reduto defendido por JB. A resposta não tardou e Cachi empatou aos 80´, calando o estádio 11 de Novembro. 
O árbitro Paulo Sérgio não teve influencia no resultado final. Acompanhou as jogadas de perto, mas faltou mostrar mais cartões amarelos, em função de algumas faltas susceptíveis deste acto. Porém, no computo geral cumpriu como seu papel em campo.
O avançado da formação do leste Jiresse foi o melhor jogador em campo, pelos dois golos e pelas dores de cabeça que deu aos defesas militares.