Jornal dos Desportos

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Girabola

Empate justo em jogo medocre

PAULO CACULO - 02 de Abril, 2018

Melhor estiveram, no entanto, as defesas ao afastarem para longe das respectivas reas todas as investidas do adversrio.

Fotografia: SANTOS PEDRO/ Edies Nvembro

Progresso do Sambizanga e Recreativo da Caála protagonizaram ontem, no estádio dos Coqueiros, um jogo medíocre, pouco emotivo e sem igualdade (1-1). Concorreu para o empate no resultado, a pobreza do espectáculo e a fraca intensidade imprimida por ambos conjuntos ao jogo. E como se não bastasse isso,  contribuiu para a igualdade a fraca produção de oportunidades de golos.
À semelhança da maioria dos conjuntos envolvidos no Girabola, que têm no campeonato a prioridade dos objectivos, do futebol patenteado ontem por Sambilas  e caalenses a tosca exibição evidenciada durante quase todo o jogo, acabou sendo a clara consequência da aposta em jogadores que habitualmente não constam dos titulares.
Apesar de frente-a-frente estarem equipas que prometem muito no presente campeonato, nem por isso o desafio produziu momentos de encher os olhos. Houve períodos de bom futebol, mas também de jogadas paupérrimas e de imenso desperdício.
A dada altura do jogo foi evidente a displicência ofensiva de ambos os conjuntos. Em face disso, acabou sendo também com alguma naturalidade que as balizas não tivessem uma tarde de imenso trabalho e tão pouco os guarda-redes enfrentassem períodos de calafrios.
Mas foi o Progresso que adiantou-se no marcador, por intermédio de Popó, aos 43 minutos, após uma perda de bola do Caála. Deste lance deve-se atribuir grande mérito ao jogador dos sambilas, em virtude da calma necessária e serenidade suficiente para bater Beni entre os postes.
A segunda parte foi muito mais prometedora, sobretudo dada as alterações feitas pelos dois treinadores. Com isso, ambos os conjuntos ganharam frescura física no meio campo, tendo as jogadas ganhado muito mais intensidade, embora a divisão da posse de bola e das ocasiões de golo continuasse a ser a nota predominante da partida.
Os caalenses acreditavam muito mais que o adversário, que podiam chegar ao golo, mas faltava quase sempre calma e serenidade suficiente para Tobias e Pedro, na hora da finalização, desferirem o golpe fatal. Fruto deste estado de coisas, o Caála teve dificuldades em concretizar as oportunidades que dispôs para marcar.
Com o jogo a seguir para o fim, David Dias não via formas de repensar o ataque. Acabaria, porém, a ser na sequência de uma jogada de belo efeito e de insistência que o Caála chegaria ao golo da igualdade, através de Tchitchi, a finalizar um cruzamento de Deco, aos 64 minutos.
Com o equilíbrio a predominar, as duas equipas chegaram aos últimos minutos a passar a clara imagem de estarem conformados com o resultado, pois tal era a postura pouco aguerrida revelada por ambos os ataques. Melhor estiveram, no entanto, as defesas ao afastarem para longe das respectivas áreas todas as investidas do adversário.
PC