Jornal dos Desportos

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Girabola

Empate no drbi de tits

Morais Can?mua - 30 de Julho, 2017

A repartio de pontos premeia o esforo evidenciado em campo pelas duas equipas

Fotografia: Vigas da Purificao

O empate a uma bola entre o Petro de Luanda e Kabuscorp do Palanca, na partida disputada ontem, no estádio 11 de Novembro,  pontuável para a jornada 21 do Girabola Zap 2017, ajusta-se perfeitamente por aquilo que as duas equipas produziram durante os 90' de jogo.

Numa partida viva, cheia de emoção e espectacularidade,  os dois conjuntos pecaram imenso na finalização de jogadas criadas que poderiam ter dado outro sabor ao dérbi.

A igualdade pontual das duas equipas na tábua de classificação (37), independentemente dos jogos que têm em atraso, proporcionava um grande frenesim principalmente nos primeiros instantes do desafio com o Petro de Luanda mais afoito, procurando com maior frequência os caminhos para a baliza de Elber, o guarda-redes palanquino.

Porém, a objectividade do jogo produzido pela turma do Palanca provocava que a maior posse de bola dos  petrolíferos não fizesse grande diferença,  pelo menos em determinados períodos de jogo.

A justificar isso, foi o grande volume de jogo dos rapazes de Bianchi sem trazer perigos à baliza de Elber, contra a rápidas transições ofensivas dos palanquinos que demonstravam que vinham com a lição bem estudada.

 Romeu Filemon instruiu os seus rapazes a jogarem atrás da linha da bola, pressionando sempre a nível do meio campo onde quer Manuel, Amaro e Magola, travavam sempre as manobras ofensivas intentadas por Manguxi, Job ou o estreante Diney.

Por diversas vezes os petrolíferos levaram perigo à baliza de Elber porém o fazia sem discernimento desejado e com pouca concentração. Para piorar o quadro, aos 34' Tiago Azulão lesiona-se e é substituído por Mateus que tentou dar chama ao seu ataque. À medida, porém, que se consumia os minutos, como que acusando  a saída de Tiago Azulão,  os petrolíferos enervaram-se e não conseguiam dar melhor sequência das jogadas, principalmente no último terço do campo.

A perdida flagrante de Mira aos 43', a passe de Mateus, justificava o momento. Mas, tal como soe dizer-se que água mole em pedra dura tanto bate até que fura, o Petro de Luanda insistiu com cruzamentos de Mateus e, aos 44', Job aproveitou bem, de cabeça,  marcando o golo do empate, porque a equipa do Palanca tinha aberto o "activo" aos sete (7) minutos, através de Jacques.

 O sector defensivo do Kabuscorp acabou por "facilitar" em demasia a tarefa do camisola 11 dos tricolores que nem precisou saltar para atirar de cabeça para o melhor sítio.  Terminava assim a primeira parte.

No reatamento, as duas equipas entraram dispostas a mudarem o rumo dos acontecimentos mas, claramente eram os rapazes do "Catetão" quem intensificavam as acções ofensivas. Aos 52 e aos 55',  Diney e Tony, depois de jogadas bem urdidas pelo sector intermediário, remataram com perigo.Aos 61', a equipa do Palanca teria uma contrariedade com a saída,  por lesão,  de  Libero.

Com grande esforço e determinação o Kabuscorp ripostava e, aos  68' quase chegava ao golo depois de dois remates sucessivos dos atacantes Jacques e Lami, com Gerson a corresponder.

Na resposta, Tony e Diney poderiam ter visado da melhor forma a baliza contrária,  não fosse o discernimento acentuado. Nesta fase, o nervosismo começou a apoderar-se dos jogadores mas, era o Petro que mandava no jogo. Job, o capitão dos petrolíferos viria a ser expulso, por acumulação de cartões amarelos, tendo sido a mancha do jogo, mais pela reacção protagonizada pelo mesmo e seguida pelos adeptos que arremessaram objectos ao campo. O empate acaba por se ajustar, por aquilo que as duas equipas produziram em campo.


OPINIÕES

Beto Bianchi  (PETRO DE LUANDA)
“Foi um bom jogo”

"Foi um bom jogo de futebol. A minha equipa foi superior, principalmente no segundo tempo, onde das imensas oportunidades de golo que criamos, não conseguimos concretizar. Acho que estivemos a um bom nível. O empate acaba por ser um resultado justo. Vamos continuar a trabalhar para ganharmos os próximos jogos".

Romeu Filemon (KABUSCORP)
“O empate ajusta-se”

"Tivemos um bom processo ofensivo mas, falhamos na defesa. Sofremos o golo numa altura em que dominávamos o jogo. Claudicamos nas marcações já que, os nossos jogadores sabiam que seria um jogo bastante difícil. Sendo assim, tínhamos consciência que o jogo seria decidido no detalhe.


ARBITRAGEM
Dungula não complicou

António Dungula, o árbitro da partida, nao complicou. Fez uma actuação a altura do jogo. Apesar da intensa pressão de parte a parte, Dungula este bem quer física, técnica e disciplinarmente. Conseguiu ultrapassar com serenidade as situações adversas do jogo, incluindo na expulsão de Job, por acumulação. Mostrou bem cartolinas amarelas à jogadores prevaricadores fazendo cumprir com rigor, as leis de jogo.
Boa actuação.


MELHOR EM CAMPO
Diney teve boa estreia

O novo reforço do Petro de Luanda destacou-se pela positiva mais peelo facto de, nesta condição e num jogo deste cariz, ter feito na verdade,  uma exibição notável. Nem parecia um "calóiro". Demonstrou boa movimentação, cultura táctica, ritmo e frescura física. Mais parecia um jogador já habituado às lides do nosso Girabola. Merece a distinção de melhor em campo.