Jornal dos Desportos

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Girabola

Empate no ltimo minuto

Jorge Neto - 31 de Julho, 2016

Petrolferos s ordens do tcnico brasileiro Beto Bianchi consentiram um empate a uma bola diante dos caalenses

Fotografia: Kindala Manuel

A equipa do Recreativo da Caála veio a capital do país travar umempate a um golo diante do Petro de Luanda, mesmo sofrendo o golo aos88´, não abalou e teve calma suficiente para marcar aos 93´, num jogomarcado pela expulsão do técnico Beto Bianchi, por comportamentoindecoroso, contaminou os adeptos tricolores, que atiraram objectospara dentro do campo, gerando um clima de violência.

A jogar em casa a formação tricolor entrou melhor no desafio tal comose previa, tentando dominar as acções dentro do campo, criaram algumasoportunidades para marcar, apesar de poucas, mas sem o sucessopretendido.O técnico Alberto Cardeau apostou num jogo bem organizado, com aslinhas a jogarem muito próximas, situação que resultou no equilíbriodo desafio depois dos primeiros quinze minutos.Contudo, faltava o golo para abrir mais o jogo, pelo facto das duasformações encaixarem-se uma na outra e praticamente fazerem a leiturada filosofia do adversário, ao ponto de anularem as investidas queeram feitas de parte a parte.

Do lado dos tricolores, Tiago Azulão e Job estiveram perto de marcar,mas não tiverem o melhor discernimento no momento decisivo. O avançado brasileiro contratado para a segunda volta do Girabola Zap mostrou-se sempre inconformado, travou vários duelos com os defesas adversários.

O árbitro perdoou duas grandes penalidades para os dois lados, tantopara o Petro por falta de Carlos sobre Tiago Azulão na grande área, oguarda-redes caalense fez uma gravata ao avançado tricolor. No segundocastigo máximo deixou passar a bola cortada com a mão dentro da áreapor um defesa da formação visitante.Apesar da vontade demonstrada o resultado não se alterou e as equipasforam para os balneários descansar, com a convicção de que podiam terfeito mais, embora o empate servisse os objectivos do Recreativo daCaála.No segundo tempo foram os petrolíferos a causar o primeiro perigo, comEtah aos 58´, a desviar a bola para a direcção errada, quando os adeptos nas bancadas já se aprestavam a gritar para o golo.O técnico Beto Bianchi foi o primeiro a mexer no seu xadrez, lançoudois jogadores ofensivos, Mateus e Fabrício, na ânsia de chegar avantagem e chegou a ter mais protagonismo no desafio. O jogo ficoumais rápido, com a bola a chegar o mais breve na área adversária.Por seu lado, os caalenses não cruzaram os braços e respondiam comalgum perigo, obrigando Gerson a fazer defesas seguras. Do outro ladoCarlos teve uma noite de muito trabalho também, negando o golo a Fabrício, numa situação de completa infelicidade do avançado petrolífero.Contudo, a alegria dos tricolores estava marcada aos 88, com afinalização de Tiago Azulão, que bateu o recém entrado Yamba Asha efinalizou a jogada. A substituição feita pelo  técnico Alberto Cardeau surtiu um efeito contrário ao previsto. Porém, Boubacar que havia entrado poucos minutos antes, tratou de igualar o resultado aos 93´,através de um livre directo bem executado, após uma falta cometida por Etah, a entrada da área.

O golo teve um efeito negativo no banco do Petro de Luanda, com otécnico Beto Bianchi a ter um comportamento negativo, insurgindo-secontra o quarteto de arbitragem, acabando por ser expulso,contaminando de modo negativo os adeptos, que atiraram objectoscontundentes para dentro do campo, pondo em perigo a integridade física da formação do Recreativo da Caála e os árbitros.



Opinião dos Técnicos


Beto Bianchi

“Reagi a uma provocação”

“Os meus jogadores estão de parabéns, por aquilo que fizeram. Foi um jogo em que podíamos ter ganhado, mas de qualquer forma, saímos daquicom um ponto e vamos continuar a trabalhar para somar pontos. As pessoas estão a ver o que acontece, mas querem tapar o sol com a peneira. A minha reacção foi em função da provocação que tive por causa de um dirigente da Caála, que veio ao meu banco provocar. Os adeptos viram o que aconteceu, daí que tiveram essa atitude”.

Alberto Cardeau

“As pessoas
devem ter calma”

 “Acabou por ser um bom jogo, saímos daqui com um ponto, o que para nós é positivo, porque serviu os nossos objectivos. Jogámos com uma equipa
do Petro bem organizada e nós também fizemos o nosso jogo econseguimos um bom resultado. Por outro lado, a federação tem quemeter a mão nisto, não pode permitir que situações destas acontecem,as pessoas têm de ter calma, porque estamos sujeitos a perder a vidaaqui no estádio, com essa confusão toda”.


ARBITRAGEM
Armando hesitou


 Dois penáltis não foram assinalados pelo árbitro Armando da Silva que deixou passar em branco as infracções cometidas pelas duasequipas, ainda no primeiro tempo. Caso assinalasse o castigo máximo oresultado podia ter sido diferente, embora não existe a certeza de quefossem ser concretizados. No aspecto disciplinar esteve bem o jovem de 30 anos, árbitro da província de Cabinda e tirando as situações citadas acima não teve mais nenhum caso a apontar. Acertou sempre nos fora-de-jogo emsintonia com os seus assistentes


MELHOR EM CAMPO
Tiago Azulão
deixou a marca


O avançado do Petro de Luanda parece estar a criar intimidade com osgolos. Ontem voltou a deixar a sua marca, aos 88´, numa jogada em quebateu a concorrência do experiente Yamba Asha, um golo a ponta-de-lança. O jogador destacou-se durante o desafio, podia inclusive ter marcado em várias ocasiões, mas os remates ou os cabeceamentos saiam ao lado ou morriam nas mãos de Carlos. O avançado brasileiro começa a conquistar os adeptos tricolores, justificando asua contratação nesta segunda volta do Girabola Zap.