Jornal dos Desportos

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Girabola

Equipa revela cultura competitiva

Jlio Gaiano/ no Lobito - 04 de Outubro, 2017

Estudantes necessitam de seis dos 12 pontos em disputa no campeonato nacional

Fotografia: M. Machangongo | Edies Novembro

A vitória da Académica do Lobito sobre o Progresso do Sambizanga no domingo, no Estádio do Buraco, por 1-0, golo de Jorge Kadú, reforçou a confiança da equipa técnica dos estudantes, liderada pelo treinador José Silvestre “Pelé”, na manutenção no Girabola Zap.

De acordo com o treinador dos lobitangas, os seus jogadores demonstram maturidade e cultura competitiva, o que deixa o colectivo de técnicos satisfeitos e confiantes, de que a equipa conquiste os pontos necessários para manter-se na primeira divisão, nas quatro jornadas que restam para o término do campeonato.

“Os meus jogadores estão compenetrados, e a desbobinar o futebol que lhes é característico, no jogo com o Progresso do Sambizanga.
No desafio, referente a Taça de Angola, diante do 1º de Agosto, foi possível constatar apesar de sairmos eliminados. A equipa revela maturidade, e cultura competitiva diferente, daquela que se via antes. Aliás, diante do Progresso para o Girabola Zap, foi isto mesmo que se viu. Os rapazes foram, simplesmente, fantásticos. Espero que continuem nesta senda, até ao fim da empreitada”, confessou.

No desafio com os sambilas, os estudantes experimentaram sérias dificuldades para somar  três pontos, apesar da aparente facilidade por conta da expulsão de Buchinho, no minuto 33, por derrube do atacante Jiresse que se isolava à baliza contrária. A jogar com uma unidade a menos, o adversário limitou-se a defender das investidas criadas pelos anfitriões.

O técnico Silvestre Pelé associou o facto à falta de discernimento, e ao crescente nível de ansiedade que pesou no cônscio dos seus jogadores, que precisavam de ganhar o jogo e reanimarem-se na luta que levam a cabo pela sua “sobrevivência”.

“Foi um jogo de muita inteligência e determinação, acima de tudo. A mudança, operada na segunda parte, resultou. A equipa transfigurou-se, e partiu para cima do adversário, que acabou na retranca”, referiu.

A Académica Petróleos do Lobito ocupa a 12ª posição com 27 pontos, acima do Progresso da Lunda - Sul (13ª/24), Atlético Sport Aviação (14ª/23), JGM  Académica Sport Clube do Huambo (15ª/21) e Santa Rita de Cássia FC do Uíge (16ª/16).

Com isso, a Académica do Lobito para livrar-se da despromoção, no mínimo tem de somar 6 pontos dos 12 que restam,  para o término do Girabola Zap 2017.


QUATRO JORNADAS
Contas difíceis no “colégio” do Buraco

A Académica do Lobito  precisa de empenhar-se a fundo, se quiser permanecer na primeira divisão,  a tarefa que tem pela frente é complexa, a julgar pelo nível competitivo dos adversários a defrontar nas próximas quatro jornadas do Girabola Zap 2017.
Com isso, o apoios adicionais das forças vivas do município, em geral, e dos apoiantes, em particular, são precisos para a equipa que clama por pontos, como pão para a boca de um faminto.

O Recreativo do Libolo, adversário da 27ª jornada, em Calulo, depois de afastado da Taça de Angola pelo Santa Rita de Cássia FC do Uíge, no confronto para o Girabola Zap, perdeu para o 1º de Agosto (0-1). Por isso, precisa de uma vitória para  reaproximar-se da sua massa apoiante, que começa a duvidar do seu potencial futebolístico.

A situação complica-se também no desafio com o Interclube, que “acostumou” a importunar os intentos da Académica, em pleno estádio do Buraco, não obstante os resultados das últimas temporadas tenderem a equilibrar-se. Ainda assim, tudo pode acontecer. Os estudantes precavidos podem surpreender a acção dos polícias, que prometem fazer jus à sua condição de favoritos. De resto, trata-se de incumbência carregada de espinhos, para os intentos da formação lobitanga.

Na penúltima jornada (29ª), a Académica do Lobito desloca-se ao reduto do Progresso da Lunda - Sul,  termina a campanha do Girabola Zap 2017 (30ª) diante do Atlético Sport Aviação (ASA), no Estádio do Buraco.

A esses dois contendores (Progresso da Lunda - Sul e ASA) junta-se a Académica do Lobito, que formam um trio de que vai  sair um, para juntar-se a JGM do Huambo e ao Santa Rita de Cássia FC do Uíge,  do ponto de vista da matemática, têm quase a sua situação no Girabola Zap 2017 definida.     
JG

Bienos satisfeitos com Vitória Atlético

A direcção da Vitória Atlético Clube do Bié, liderada pelo jovem Joaquim Alfredo “Novato”, está satisfeita com a participação e prestação da equipa no Zonal de Apuramento ao Girabola Zap de 2018, depois de um jejum de 26 anos.

Sem competir numa prova, sob a égide da Federação Angolana de Futebol (FAF) desde 1991, os encarnados do Bié regressaram esta temporada às competições oficiais, e apesar de não conseguirem o apuramento  para a primeira divisão, o presidente de direcção do clube disse que a participação foi positiva, porque visou rodar a equipa para a competição do próximo ano.

 A equipa biéna disputou a Segundona na série B, em que ocupou a  última posição, sem pontuar, grupo vencido pelo FC Casa Militar do Cuando Cubango, seguido pelo  Jackson Garcia de Benguela, Ferroviário do Huambo e Evale do Cunene.

O Vitória Atlético do Bié participou na primeira edição do Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão, realizado em 1979, disputado por séries. A participação da formação biéna não foi auspiciosa, pois no mesmo ano, acabou relegada para o escalão secundário.

Quem igualmente se mostrou satisfeito com a formação do Vitória do Bié no Zonal de Apuramento ao Girabola Zap de 2018, depois de três anos, sem  nenhuma equipa biena  competir na prova, foi o presidente da Associação Provincial de Futebol do Bié (APFB), João Custódio da Silva, que considerou proveitosa a participação de um clube local no Campeonato Nacional da Segunda Divisão.

 “Vamos continuar junto dos clubes locais para ajudar administrativamente a participar nas competições sob a égide da FAF. Nós, APF do Bié, estamos muito satisfeitos ao colocarmos esta época, mais uma equipa no Zonal de Apuramento”, disse. O dirigente recordou, que “não foi fácil conseguir tal feito, pois, houve que mobilizar muitas sinergias para que tal ocorresse. Foram necessários três anos de espera”, rematou.