Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Equipa tcnica orgulhosa pelo cumprimento da misso

Gauncio Hamelay no Lubango - 08 de Junho, 2019

Treinador dos militares huilanos acredita em outras conquistas

Fotografia: Vigas da Purificao | Edies Novembro

O feito inédito e histórico alcançado pelo Desportivo da Huíla, ao classificar-se na terceira posição no Girabola Zap 2018-2019, com 50 pontos, regozija a equipa técnica, atletas, direcção do clube e sócios, embora com o sentimento de que poderiam fazer melhor. Nem a desistência nas Afrotaças, abala o sentimento de missão cumprida, pelos militares da Região Sul.

Mário Soares, técnico principal, reconheceu que a prestação da equipa foi conseguido graças ao espírito de entrega de todo grupo de trabalho. Contudo, destacou que, com mais algum apoio, poderiam fazer melhor. 

“Creio que se fossemos mais agressivos e contundentes em casa, onde perdemos 13 pontos, teríamos um aproveitamento melhor. Hoje, estaríamos muito mais orgulhosos e em outras lutas, embora, não fosse este o nosso objectivo inicial. Mas, de jogo em jogo, fomos prometendo, que poderíamos fazer mais e melhor”, assegurou.

O treinador reconheceu em jeito de balanço, que fica o sentimento de que poderiam ter feito um pouco mais e acrescentou que ocupar a terceira posição, e disputar a final da Taça de Angola, torna a época ainda mais positiva, mas dá à agremiação mais responsabilidade para os próximos compromissos.

Argumentou que a aposta da direcção do Clube Desportivo da Huíla, no Girabola Zap, é não descer de divisão, “mas este ano fizemos o diferente”, realçou, considerando que os atletas compreenderam aquilo que foi a exigência da equipa técnica. “Tenho um grupo de trabalho muito forte, um balneário que nos respeita, ou melhor, nos respeitamos um ao outro e, com isso, conseguimos brindar o nosso balneário”, precisou. 

Sublinhou que “por arrasto, tivemos algumas consequências neste Girabola, que foi a perca de 3 pontos injustamente. Ainda assim, tivemos sempre concentrados naquilo que é o nosso princípio e mentalizados de que se tivéssemos mais apoio poderíamos ter feito coisas boas. E foi o que aconteceu”, ressaltou.

Revelou que nem tudo no Clube Desportivo da Huíla é um mar de rosas, justificando que “de um tempo a esta parte fomos pedindo algumas condições de trabalho, nomeadamente campos e bolas. Este foi o ano em que tivemos mais condições para trabalhar e campos disponíveis”, destacou consciente do cumprimento da missão. 

 “Prometemos que se isso fosse possível, poderíamos fazer coisas boas. Ainda assim, penso que outras estruturas da nossa província, da sociedade, todos aqueles que se revêem no Desportivo e amigos da Huíla, se derem à mão aos militares da Região Sul, podemos ter outras conquistas”, garantiu.Mário Soares realçou que pela brilhante temporada conseguida, não lhe resta mais nada senão manifestar a sua satisfação, por ter se classificado a seguir  ao 1º de Agosto (campeão nacional, vencedor da Taça de Angola) e o Petro de Luanda (vice-campeão), os papões do Girabola.“Fomos melhores que muitas equipas, que entram para conquistar o título. Por isso,  tenho que me sentir satisfeito, embora com o sentimento que poderíamos ter feito um pouco mais em alguns jogos, sobretudo, em casa, onde claudicamos. Com mais clama, vamos fazer o balanço do que foi o Girabola”, afirmou.


MÁRIO SOARES
“O futuro só a Deus pertence”
Ainda com o futuro indefinido, Mário Soares confessou, ao Jornal dos Desportos, sentir-se bem na província da Huíla e orgulhoso por estar  a treinar um clube como  o Desportivo, com quem tem mais um ano de contrato. O treinador explicou que  sonhar em patamares altos, pode tornar-se realidade. 
“Posso sonhar mais alto no Desportivo ou noutro clube. O futuro só à Deus pertence. Agora tenho mais um ano de contrato com o Clube Desportivo da Huíla. O meu sonho de atingir patamar mais alto, pode ser com o Desportivo ou noutro clube. Vamos esperar o amanhã”, frisou.

Referiu, que há muita coisa que não depende de si, mas das partes envolvidas (direcção do clube e técnico). “Acho que é extemporâneo estar a responder essa questão, mas vamos ver. A verdade é que sinto-me bem cá na Huíla e a trabalhar no Clube Desportivo. Sabem que somos profissionais da bola e não soubemos o que vai acontecer amanhã”, aclarou. 

O técnico reconheceu o esforço empreendido pela direcção do clube, que tudo fez para que tivessem um campeonato sem sobressaltos. “Vamos continuar a trabalhar. Não sei se será comigo ou outro treinador. O Desportivo da Huíla tem uma direcção com alguma dificuldade, faz das tripas o coração, para podermos ter um campeonato sem muitos sobressaltos.

É todo um esforço de trabalho, mas com mais um pouco de apoios, poderemos colher frutos ainda melhores que este”, reconheceu.Mário Soares sublinhou, que o caminho só se faz a trilhar e não encontrar os já feitos, por isso, justificou ter a consciência de que aqueles caminhos que forem encontrados feitos, podem não lhe levar a lado nenhum. “Temos que trilhar o nosso caminho. É, por isso, que estamos no futebol nacional”, defendeu.   
                                                                                                                       

PRIORIDADES
Técnico defende aposta na formação 

Os talentos que despontam nos escalões de formação, para reforçarem o plantel principal do Clube Desportivo da Huíla (CDH), vai continuar a ser a aposta do técnico Mário Soares. Revelou que, não obstante, perder a final da Taça de Angola, para o 1º de Agosto, sempre olhou nos atletas jovens com muita atenção, pois permite poupar os custos dos clubes, que se debatem com parcos recursos financeiros.  

“Eu sempre olhei para os escalões de formação. Creio que é ali onde está o poupar e o diminuir dos custos dos clubes. Este ano, trabalhamos com cinco miúdos, que o ano passado (2018), foram campeões nacionais na categoria de Sub-20. Alguns deles tiveram oportunidade e outros nem tanto. Hoje, vimos o miúdo Tchutchu a entrar na equipa”, expressou.

O treinador citou que foram dando oportunidades aos garotos, porque, para as equipas que têm dificuldades financeiras, o caminho que têm a tomar é apostar nos escalões de formação. Assim, garantem a continuidade do clube.Por esse motivo, Mário Soares confessou sentir-se bem a trabalhar com os jovens e, por este caminho, “a província da Huíla e, em particular, o Desportivo da Huíla, não se podem preocupar, porque é uma posta que pode ser uma realidade”, destacou.