Jornal dos Desportos

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Girabola

Estudantes cedem pontos no Buraco

Jlio Gaiano, em Benguela. - 04 de Março, 2019

Os jogadores simulavam leses para a irritao do pblico que clamava pela interveno do rbitro.

Fotografia: Paulo Mulaza

A Académica Petróleos do Lobito e o Recreativo da Caála empataram a zero, numa partida marcada por fraca qualidade técnica e táctica, com a formação que viajou do planalto central a pautar pela na prática de anti-jogo com beneplácito do seu banco.
A equipa orientada por David Dias tinha a lição bem estudada, não perder diante de um adversário considerado do seu campeonato, isto é, com os mesmos objectivos, a melhoria da classificação e a manutenção na prova. Os jogadores simulavam lesões para a irritação do público que clamava pela intervenção do árbitro.
Os estudantes caíram na estratégia do adversário e enervou-se, o que complicou ainda mais a tarefa que passava por conquistar os três pontos. A oportunidade de inverter o curso em campo, não foi aproveitada pelos pupilos de Francisco Júnior Paulino.
Quando tudo parecia que os caalenses seriam \"castigados\" pela estratégia montada para não serem sepultados no Estádio do Buraco, os lobitangas desperdiçaram a possibilidade de adiantarem-se no marcador. Ayala aos 25\' na marcação de uma grande penalidade, atira a bola para fora.
O Caála com o falhanço contrário, abdicou ainda mais do jogo ofensivo e limitou-se a gerir o tempo, ante uma Académica nervosa e sem soluções para contrapor a estratégia do adversário. A passividade do árbitro que pouco fez para impedir à “palhaçada” assistida pelo público que, deixou o estádio do Buraco desolado.
A actuação da arbitragem liderada por José Álvaro Chitumba pautou-se pela mediana, a roçar pela mediocridade. Ainda assim, não influenciou no desfecho do resultado final, apesar de poder fazer mais e melhor do que fez durante a contenda.          Júlio Gaiano, no Lobito