Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Estudantes mostram eficcia no Buraco

JLIO GAIANO, em Benguela - 29 de Outubro, 2018

Lobitangas esto e determinados na nova temporada futebolsta

Fotografia: JOS SOARES| EDIES NOVEMBRO

A Académica do Lobito teve um arranque auspicioso no Girabola Zap2018/19. A recepção ao Sporting de Cabinda, no Buraco, terminou com uma vitória, por 3-0, numa partida marcada por fortes emoções desde o princípio ao fim, com os estudantes a revelarem-se fortes e eficientes nos momentos decisivos da contenda.
A formação lobitanga foi dona e senhora do jogo diante de um adversário que se revelou fraco e pesado nos fundamentos tácticos e técnicos. Aparentava cansaço e sem vontade de jogar. Ou seja, entrou inibido no jogo e facilitou em demasia os intentos da turma liderada tecnicamente pelo professor Júnior Paulino que, diante da situação, não se fez rogado e aproveitou para marcar três golos (contra nenhum) que ditaram o merecido triunfo, vivamente festejado pela massa apoiante que apareceu em massa no estádio, dando os parabéns aos jovens estudantes que, começam em grande a empreitada que os indica o caminho pela manutenção na mais alta-roda do futebol nacional.
Vadinho (6´), Cristiano Kitembo (36´), na marcação de um penálti, a castigo o derrube de Belito na grande área, e Márcio Luvambo (45+2´) foram os protagonistas do triunfo da Académica do Lobito que, assinala um dos melhores arranques de sempre no Girabola Zap.
Aliás, a Académica do Lobito mostrou estar uma equipa forte e determinada em campo. De resto, pelo menos daquilo que nos foi dado a constatar no jogo inaugural, diante do Sporting de Cabinda, não vai ser fácil para qualquer adversário, vergá-la no seu reduto.
A actuação da equipa de arbitragem liderada por Rafael Ndala, assistida por Nelson Kiala e Pedro e Pedro Micolo (Nuno Eduardo foi 4º árbitro) teve um começo, algo, titubeante. Ou seja, acusou a responsabilidade no jogo, daí as imprecisões no ajuizamento dos lances susceptíveis de falta. Já na segunda metade da contenda corrigiu o tiro e acertou, protagonizando um trabalho acima da média. Por isso, mereceu da nossa parte distinção positiva.

UÍGE
Mboso Ndonga enluta futebol nacional


A urna que contém os restos mortais de Mboso Ndonga, presidente e fundador da União Sport Club do Uíge, falecido na passada sexta-feira em Luanda, vítima de prolongada doença, chega hoje, segunda-feira, à cidade do Uíge, estando as cerimónias fúnebres  previstas para quinta ou sexta-feira, num acto em que se aguardam muitas homenagem de várias instituições e da sociedade civil.
Além de homem ligado ao desporto, Mboso Ndonga esteve também vinculado à administração local, tendo desempenhado entre 1983 a 1998 cargos de chefe de secção dos serviços comunitários dos municípios do Uíge e Songo. Era também empresário ligado ao comércio geral a grosso e a retalho e ao sector farmacêutico.
Kumbu João, irmão de Mboso Ndonga avançou ao JD que nos seus projectos para o próximo ano, o malogrado dirigente almejava voltar a colocar a União Sport Club do Uíge no Girabola Zap, tendo em conta a simpatia que a equipa granjeou na massa desportiva local e em toda população. O malogrado deixa viúvas e 13 filhos. António Capitão | Uíge

Cabinda
APF sem dinheiro

A Associação Provincial de Futebol de Cabinda atravessa dificuldades financeiras e carece de material desportivo para organizar, este ano, os campeonatos provinciais de futebol em iniciados, juniores, juvenis e seniores.
Em declarações ao Jornal dos Desportos, o presidente da APF-Cabinda, Joaquim Mota, disse que a associação que dirige e os clubes locais, estão a passar por dificuldades financeiras o que está a inviabilizar o arranque dos campeonatos provinciais de futebol.
Segundo Joaquim Mota, que falava à imprensa local, para balancear acções desenvolvidas pela APF durante o período 2017/2018, a falta de recursos financeiros está a frenar a expansão da prática do desporto-rei nos municípios de Cabinda, Cacongo, Belize e do Buco-Zau.
“Por falta de condições financeiras, a associação do futebol não está a conseguir pagar os subsídios dos trabalhadores e a programar as actividades para este ano. Apesar das dificuldades que vivemos, apelamos aos clubes a cumprirem com as suas obrigações no pagamento das taxas de filiação e de inscrição dos atletas”, referiu.
                       José Casimiro|Cabinda



























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